Marcondes Gomes da Silva, de 45 anos, confessou ter matado a menina Iasmin Lorena, de 12 anos — Foto: Reprodução/Vídeo/Polícia Civil

Por Anderson Barbosa, G1 RN

A Justiça antecipou do dia 15 de maio para 24 de abril a audiência de instrução e julgamento do pedreiro Marcondes Gomes da Silva, de 45 anos, acusado de matar a estudante Iasmin Lorena Pereira de Melo, de 12 anos. O crime aconteceu em março do ano passado na Zona Norte de Natal.

O local da audiência permanece o mesmo: o Fórum Desembargador Miguel Seabra Fagundes, na Zona Sul da cidade. Após a procedimento, caberá ao juiz Geomar Brito, da 2º Vara Criminal de Natal, absolver ou sentenciar o acusado a júri popular.

Vista pela última vez com vida no dia 25 de março de 2018, o corpo de Iasmin foi encontrado um mês depois. A menina foi estrangulada com um cabo de aço de bicicleta e enterrada no terreno de uma casa em construção na comunidade da África, no bairro da Redinha.

Marcondes, que era amigo da família da menina, foi preso no dia 26 de abril, dois dias após o corpo ser encontrado por cães farejadores da Polícia Militar. O pedreiro foi localizado em uma praia no município de Touros, no Litoral Norte do estado.

Confissão

Ao ser detido, Marcondes confessou o crime. Ele contou que agiu sozinho, e disse que matou Iasmin após ela se negar a ter relações sexuais com ele. O pedreiro ainda passou um tempo na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, mas em setembro do ano passado foi transferido para a Penitenciária Estadual de Parnamirim.

“Todos nós, principalmente a família da Iasmin, esperamos que esta fase de instrução seja concluída o quanto antes. E que o acusado seja levado a júri popular e condenado pelo crime bárbaro que cometeu”, ressaltou o advogado Emanuel Grilo, assistente de acusação.

Iasmin Lorena tinha 12 anos — Foto: Arquivo da Família/cedida

O desaparecimento

Iasmin foi vista com vida pela última vez por volta das 13h do dia 28 de março do ano passado. De acordo com a família, a menina saiu de casa, na Rua José Acácio de Macedo, na comunidade da África, na Redinha, para entregar um dinheiro a uma vizinha a pedido da mãe. Porém, ela não chegou ao destino. A mulher que receberia o dinheiro mora em uma rua próxima, e disse que a menina não apareceu por lá. A família então procurou a polícia e registrou o desaparecimento da garota. Foi quando começaram as buscas por Iasmim.

Corpo encontrado

No dia 24 de abril, quase um mês depois do desaparecimento, cães farejadores do canil do Batalhão de Choque da Polícia Militar ajudaram a encontrar o corpo da menina. O cadáver estava enterrado dentro uma casa inacabada na rua José Acácio de Macedo, a mesma onde Iasmin morava com sua família.

Corpo de Iasmin foi encontrado enterrado no terreno de uma casa em construção — Foto: Kleber Teixeira/Inter TV Cabugi

Identificação

O corpo de Iasmin só foi oficialmente identificado 56 dias depois de ser encontrado. Foi preciso um exame de DNA, pois o cadáver estava em avançado estado de decomposição. Somente então pôde ser liberado para a família e sepultado.

Corpo de Iasmin Lorena foi sepultado 56 dias após ser encontrado — Foto: Julianne Barreto/Inter TV Cabugi