O idealizador da audiência pública denominada “O Grito das Facções”, desembargador Cláudio Santos declarou neste sábado (16), no Ginásio Poliesportivo Pedro Laurentino de Medeiros em São José do Seridó, durante entrevista coletiva que provocou esse movimento na última segunda-feira (11) e que inicialmente essa audiência pública seria menor, prevista para acontecer na Câmara Municipal. Proprietários das pequenas indústrias e costureiros da região lotaram o local.
Para Cláudio Santos, desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, dada às devidas proporções que tomou esta iniciativa, “O Grito das Facções” não tem pai, não tem mãe. Trata-se de um movimento de todos em favor da dignidade da pessoa humana, do trabalho e o ganha pão de cada dia. “Esse é o grande objeto maior que deve ser protegido pelas leis e não o contrário, a leis se voltarem contra o trabalhador”, enfatizou.
Sobre a ação do Ministério Público do Trabalho (MPT) que envolve a Guararapes e fábricas do Pró-Sertão, o desembargador observou que absolutamente acima de qualquer lei, portaria ou norma jurídica está o princípio do direito ao trabalho, principalmente numa região (Seridó) que não tem riquezas e um exemplo isolado não serve de regra geral para todos. “O Ministério Público do Trabalho está sendo contra o trabalhador e não a favor do trabalhador”, afirmou.



