Por g1 PB — Em alusão aos 20 anos da Lei Maria da Penha, o Ministério Público da Paraíba recebeu, na manhã desta quarta-feira (17), a ativista Maria da Penha, que deu nome à lei, para uma palestra sobre os desafios no enfrentamento à violência doméstica, no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça, em João Pessoa.
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Durante a palestra, Maria da Penha fez alertas sobre entraves ainda presentes no enfrentamento à violência doméstica no país. Um dos pontos destacados foi a falta de políticas públicas para mulheres em pequenos municípios, onde, segundo ela, a legislação é conhecida, mas não há estrutura suficiente para acolher, orientar e acompanhar vítimas.
Em seguida, Maria da Penha detalhou o exemplo ao relembrar situações vividas ainda na infância, quando presenciava casos de violência doméstica em comunidades pequenas, sem apoio institucional às vítimas.
Ao tratar da aplicação da legislação, Maria da Penha afirmou que não é necessário endurecer a Lei Maria da Penha, mas garantir que ela seja cumprida. Segundo a ativista, a lei é completa, mas falha na execução, especialmente pela demora no julgamento dos processos.
Ao abordar o papel da educação no enfrentamento à violência doméstica, Maria da Penha afirmou que comportamentos violentos não são naturais e são aprendidos no convívio familiar e social.
Segundo ela, identificar esses padrões ainda na infância é essencial para interromper ciclos de agressão que se repetem na vida adulta.


