Haddad chamou o candidato chamou Jair Bolsonaro (PSL) de "aberração" "soldadinho de araque" (Foto: Ricardo Stuckert/Imprensa Fernando Haddad)

O candidato à Presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, engrossou às críticas ao seu adversário neste sábado, 20. Em Fortaleza, na sua primeira viagem ao Nordeste em campanha no segundo turno das eleições, o candidato chamou Jair Bolsonaro (PSL) de “aberração” “soldadinho de araque”.

“A elite ficou dois anos procurando um candidato para representá-la. Acharam o que tem de pior no Congresso Nacional, uma aberração, que só fala em violência, só ofende”, disse. “Cada vídeo desse cara assusta uma parte da população”, completou.

Segundo Haddad, seu adversário foge de debates e tinha uma “armação” para ganhar no primeiro turno das eleições: “vem falar da minha família na minha cara. Vem falar dos meus bens na minha cara. Vem me enfrentar, soldadinho de araque. Não está preparado para ser presidente da República”, afirmou o candidato, que iniciou seu discurso entregando uma rosa vermelha à esposa, Ana Estela Haddad, que o tem acompanhado em praticamente todos os atos de campanha.

O presidenciável voltou a mencionar as suspeitas de que grupo de empresários que financiaria o envio em massa de mensagens falsas anti-PT na plataforma WhatsApp. “Agora caiu numa armadilha. Eles montaram uma organização criminosa para botar dinheiro sujo no WhatsApp. O Tribunal Superior Eleitoral e o Ministério Público agora abriram inquérito para investigar. Vocês devem conhecer muita gente que recebeu notícia falsa pelo Whatsapp e metade da população brasileira hoje se informa pelo celular e o WhatsApp redireciona para vídeos e mensagens mentirosas contra mim e a Manuela Dávila, nossa candidata a vice”, afirmou.

Haddad descartou ainda que o adversário participe de debates. “Como é que depois de ter me difamado, me caluniado, ele ainda vai participar de debate? Ele mentiu muito.”, disse.

Na manhã deste sábado (20), Haddad fez uma caminhada no centro de Fortaleza ao lado do governador reeleito no Estado, Camilo Santana (PT), do candidato derrotao no primeiro turno à Presidência pelo PSOL, Guilherme Boulos e da presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffman. Segundo a organização, cerca de 20 mil pessoas participaram do ato.

O evento teve a participação de apoiadores de vários partidos de esquerda, em clima de festa pelas ruas da cidade. Ainda nesta tarde, há previsão de encontro de blocos de rua em uma “campanha pela democracia”.

Para Guilherme Boulos, o segundo turno dessa eleição é uma “encruzilhada”: “O que está em jogo não é apenas duas candidaturas. O que está em jogo é a disputa entre democracia e ditadura. Entre direitos e privilégios. Por isso quero dizer aqui que qualquer diferença que existe entre nós é muito menor do que o nosso compromisso com a democracia e o Brasil”, assegurou.

Um dos organizadores do evento no Ceará, o governador Camilo Santana, afirmou que Haddad vai “governar tirando o ódio que está permeado pelo Brasil” e que é necessário “arregaçar as mangas para mostrar as fraudes do outro lado”, completou.

Os atos no Ceará foram organizados pelo deputado federal reeleito pelo PT, José Guimarães, com apoio de Santana. Durante o evento, Haddad afirmou que espera receber percentual próximo aos quase 80% dos votos que elegeram Santana no estado.

Haddad ainda agradeceu o apoio “crítico” do PDT, partido do candidato derrotado no primeiro turno Ciro Gomes. “O Ciro é um grande brasileiro. Mesmo sendo crítico, o apoio dele é muito importante. Os eleitores dele, 70% já estão votando conosco e eu para o Ceará buscar esses outros 30%”.