O relator da Lava Jato no STF, ministro Edson Fachin (Foto: André Dusek/Estadão Conteúdo)
O ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), explicou no despacho que decretou a prisão do empresário Joesley Batista e do diretor da J&F Ricardo Saud que tomou a decisão porque, segundo ele, os dois omitiram informações que eram obrigados a prestar no acordo de delação premiada.

No mesmo despacho em que mandou prender os dois delatores, Fachin destacou que as omissões dos delatores acarretaram na suspensão provisória de parte dos benefícios previstos na colaboração premiada, que garantiu imunidade penal aos executivos da J&F.

Joesley e Ricardo Saud se apresentaram na superintendência da Polícia Federal (PF), em São Paulo, no início da tarde deste domingo (10).

O relator da Lava Jato acolheu o pedido de prisão dos dois delatores da J&F apresentado na sexta-feira (8) pelo Ministério Público, mas não aceitou mandar prender o ex-procurador da República Marcello Miller, suspeito de ter auxiliado Joesley e Saud a negociar os termos da delação premiada sem o conhecimento de seus superiores.

O despacho do ministro do STF foi assinado na última sexta-feira (8), mesmo dia em que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, solicitou as prisões de Joesley, Saud e Miller. Neste domingo, o relator da Lava Jato derrubou o sigilo em torno da decisão.