Operação Argos: drogas saíam de São Paulo em grandes caminhões para estados do Nordeste, diz polícia

Jamilton Alves Franco, conhecido como “Chocô”, preso em São Paulo, era principal responsável pelo núcleo operacional de distribuição das drogas para os estados do Nordeste. — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco
Jamilton Alves Franco, conhecido como “Chocô”, preso em São Paulo, era principal responsável pelo núcleo operacional de distribuição das drogas para os estados do Nordeste. — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Por g1 PB — As drogas que chegavam à Paraíba e em outros estados provenientes de um esquema de organização criminosa, cujos líderes foram presos nesta quinta-feira (26) na Operação Argos, realizada em quatro estados, vinham em grandes carretas que faziam o translado entre o sudeste do país e também da fronteira com países como Bolívia e Paraguai até estados do Nordeste.

Muitas vezes, de acordo com a Polícia Civil, as empresas que faziam esse transporte sequer sabiam que estavam levando as drogas, que era colocada nas carretas de forma clandestina.

Quem comandava esse núcleo operacional de distribuição era o homem identificado como Jamilton Alves Franco, conhecido como “Chocô”, natural de Cajazeiras, que foi preso na manhã desta quinta em Hortolândia, São Paulo.

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“Ele não colocava a mão em droga, apenas articulava o envio de grandes cargas”, disse o delegado, que também afirmou que desde 2023 ele estava sendo o monitorado, pois o seu nome sempre aparecia na grandes operações de combate ao tráfico de drogas.

A operação Argos foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (26) e, até o final da manhã já tinham sido cumpridos 26 mandados de prisão, de um total de 44 expedidos pela Justiça. A ação também cumpre mandados de busca e apreensão e determinou o bloqueio de valores em contas bancárias ligadas aos investigados.

Além da Paraíba, há cumprimento de ordens judiciais em São Paulo, Bahia e Mato Grosso, envolvendo 400 policiais ao todo na Operação Argos.

Para interromper o funcionamento da organização, a Justiça autorizou um conjunto de medidas que, segundo a Polícia Civil, têm como objetivo enfraquecer financeiramente o grupo. Entre as determinações estão:

Uma das linhas de investigação da Operação também aponta que empresas que eram responsáveis pela lavagem de dinheiro envolvidas no tráfico de drogas também participavam de licitações em prefeituras, como a Prefeitura de Pombal.

Não há indícios ainda, no entanto, em relação ao envolvimento das administrações municipais. Segundo o delegado, todo material colhido nesta primeira fase da operação será analisado e é provável que ela seja desdobrada em uma nova fase.