Quem é o delegado preso em operação contra tráfico de drogas em João Pessoa

Delegado Braz Morrone está entre os presos da operação — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco
Delegado Braz Morrone está entre os presos da operação — Foto: Reprodução/TV Cabo BrancoOperação Perfidus foi deflagrada na manhã desta terça-feira (2) — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Por g1 PB — O delegado preso em uma operação contra o tráfico de drogas deflagrada em João Pessoa, na manhã desta terça-feira (2), é Braz Morrone, titular da Delegacia de Crimes contra o Patrimônio (DCCPAT). Braz Morrone e outros dois agentes que também foram presos são suspeitos de repassar informações sigilosas para um grupo criminoso.

✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp

O delegado possui mais de 20 anos de atuação e já passou por delegacias em Cuité, Itabaiana e Campina Grande.

A ação investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, corrupção e vazamento de informações sigilosas. Ao todo, estão sendo cumpridos nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 10 milhões dos investigados.

Um dos agentes presos é Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como “Bomba” ou “Bombado”. De acordo com a Polícia Civil, ele é apontado como operador central da organização e fazia a ponte entre policiais e traficantes.

O segundo agente é Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como “Mão Branca”. O investigador é apontado como participante direto de subtrações de drogas e teria monitorado carregamentos, utilizado rastreadores e escondido drogas em casa.

Outros presos da operação:

As defesas dos suspeitos não foram localizadas.

O delegado Braz Morrone atua na Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT), em João Pessoa. Com mais de 20 anos de carreira, o delegado já passou por outras delegacias, como a de Repressão a Entorpecentes.

Segundo as investigações, a organização criminosa contaria com a participação de agentes públicos que utilizavam a estrutura do Estado para favorecer atividades criminosas. O nome da operação, Perfídia, significa “traição” ou “deslealdade” e faz referência à conduta atribuída aos investigados.

De acordo com a apuração, integrantes do grupo tinham acesso a informações sigilosas sobre imóveis e veículos utilizados por traficantes.