Três barragens sangram após chuvas no Rio Grande do Norte

Barragem Apanha Peixe sangrou nesta semana no RN — Foto: Alexandre Barbosa/Divulgação/Igarn
Barragem Apanha Peixe sangrou nesta semana no RN — Foto: Alexandre Barbosa/Divulgação/Igarn

Por g1 RN — Três mananciais no Rio Grande do Norte sangraram entre esta quarta (13) e quinta-feira (14) após as chuvas que caíram no estado, segundo o relatório de Volume dos Reservatórios divulgado nesta quinta pelo Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (Igarn).

Os reservatórios que sangraram foram:

🔎 A “sangria” é um termo utilizado quando o reservatório hídrico chega à capacidade máxima e, em seguida, transborda.

Ao todo, o Igarn, que pertence ao governo do RN, monitora 69 mananciais responsáveis pela segurança hídrica dos municípios potiguares.

O relatório desta quinta indicou que as reservas hídricas do RN acumulam 52,34% da capacidade total. Ao todo, 36 reservatórios monitorados tiveram alguma recarga nas suas reservas hídricas.

A Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn) divulgou, também nesta quinta, que o estado registrou, entre fevereiro e abril de 2026, volumes de chuva acima da média histórica em grande parte das regiões (veja detalhes mais abaixo).

Segundo o Igarn, 19 mananciais estavam com 100% da capacidade nesta quinta. São eles:

Outros dois reservatórios estavam próximos de sangrar: Novo Angicos, em Angicos (98,03%); e Pinga, em Cerro Corá (94,13%).

Os reservatórios que permanecem com menos de 10% da sua capacidade são:

De acordo com o levantamento da Emparn, o acumulado médio de chuvas no RN entre fevereiro e abril foi de 404,4 milímetros, enquanto a média esperada era de 382,3 milímetros – um desvio positivo de 5,8%.

Os maiores acumulados acima da média foram registrados nas regiões Oeste e Agreste:

Segundo a Emparn, a boa distribuição das chuvas ao longo dos meses favoreceu o desenvolvimento das atividades agrícolas, a recuperação das pastagens e a recarga dos reservatórios em várias regiões do Estado.

Outro fator considerado positivo pelos meteorologistas foi a ausência de veranicos prolongados -períodos superiores a sete dias consecutivos sem chuva – durante os meses analisados.

As condições oceânicas observadas ao longo do primeiro trimestre de 2026 contribuíram para esse cenário. Apesar disso, algumas áreas do Seridó Oriental apresentaram índices abaixo da média no período.

A previsão da Emparn para junho, julho e agosto no RN é de chuvas dentro da normalidade climática.

A meteorologia da empresa também alerta para a possibilidade de ocorrência de chuvas moderadas a fortes na faixa Leste e Agreste do Estado, devido ao aquecimento das águas superficiais do Oceano Atlântico Tropical próximo ao litoral nordestino.