2ª Batalha dos Sanfoneiros do Inter 1: Conheça Gilson do Acordeon, finalista da região Leste

Gilson do Acordeon é finalista da 2ª Batalha dos Sanfoneiros do Inter 1 — Foto: Reprodução
Gilson do Acordeon é finalista da 2ª Batalha dos Sanfoneiros do Inter 1 — Foto: ReproduçãoGilson do Acordeon representa Extremoz na Batalha dos Sanfoneiros do Inter 1 — Foto: Reprodução

Por g1 RN — O primeiro finalista daBatalha dos Sanfoneiros do Inter 1 éGilson do Acordeon, que venceu a disputa na região Leste do Estado representando a cidade de Extremoz. O resultado da votação foi divulgada na edição desta sexta-feira (8) do jornal (veja vídeo com entrevista do sanfoneiro).

📊Gilson do Acordeon, representante de Extremoz, teve 45,87% dos votos. Joãozinho do Acordeon, de São José de Mipibu recebeu 41% dos votos, e Nam do Acordeon, também de São José de Mipibu, 13,14%.

➡️ A Batalha dos Sanfoneiros teve início neste mês de abril e, a cada semana, uma região será contemplada. Sanfoneiros de diferentes municípios vão ter a chance de mostrar seu talento, disputar a preferência do público e, quem sabe, chegar à grande final ao vivo, marcada para o mês de junho (Veja aqui as regras e o calendário).

Com o solo Sons do Guajiru, Gilson Cavalcante da Silva conquistou o público. Ele tinha sido escolhido como um dos três semifinalistas da região pelo maestro Cláudio Araújo, jurado da batalha.

Logo após o resultado da primeira região, o programa abriu as inscrições para os candidatos da região Agreste potiguar.

O contato de Gilson com o instrumento vem de uma herança familiar. Seu avô tocava a sanfona e o seu pai também. Diferente deles, porém, Gilson se profissionalizou e vive exclusivamente da música.

O avô João Pedro trabalhava como vaqueiro e atualmente, com mais de 90 anos, mantém contato com a música por meio de outro instrumento: a rabeca. O pai de Gilson, Pedro Neto, também sustentou a família por meio do trabalho em propriedades rurais, mas fez da sanfona um segundo meio de vida .

Gilson começou a tocar com aproximadamente 15 anos e atualmente trabalha com um projeto próprio de trio de pé de serra, além de projetos com Carlos Zens, com a Roda Potiguar de Forró, Sesi Big Band e aulas para adultos e crianças em uma escola de música em Nova Parnamirim.

“Já são quase 20 anos de caminhada e, por meio dessas atividades, consegui viver exclusivamente da música. Meu desejo é que a música de raiz e a música instrumental sejam mais valorizadas”, contou.

Além de forró, o artista também atua em apresentações de choro.

Além do pai e do avô, o artista cita outras inspirações musicais. Entre os artistas que marcaram sua formação, estão nomes consagrados da sanfona brasileira, como Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Sivuca e Oswaldinho do Acordeon.

Ele também cita representantes da nova geração do instrumento, como Mestrinho e Dorgival Dantas, como referências importantes. “A gente sempre está ouvindo e absorvendo o que eles têm a oferecer com a musicalidade deles”, disse.

Além do forró, Gilson também encontra inspiração na música instrumental e no choro. O sanfoneiro destaca artistas potiguares como Carlos Zens, eJubileu Filho, como influências no desenvolvimento de seu repertório.

“São artistas que estimulam a pessoa a trabalhar esses tipos de repertório, desenvolver e praticar. Eu gosto muito de tocar choro, além do forró”, afirmou.