Imagens mostram fuga de cinco presos da Penitenciária de Alcaçuz na Grande Natal

Presos durante fuga da penitenciária de Alcaçuz — Foto: Divulgação
Presos durante fuga da penitenciária de Alcaçuz — Foto: DivulgaçãoPresos já fora do pavilhão 1 de Alcaçuz — Foto: DivulgaçãoPresos no pátio do Pavilhão 1 — Foto: DivulgaçãoNa ordem: Rodrigo da Silva Nascimento, Pedro Gabriel da Silva e Maycon Dias Mora (em cima); Jefferson Cleyton Lima da Silva e Carlos Soares Alves da Silva (abaixo) — Foto: ReproduçãoCinco presos fogem da Penitenciária de Alcaçuz na Grande Natal — Foto: Reprodução

Por g1 RN — Imagens divulgadas pela Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) registraram a movimentação dos cinco presos durante a fuga ocorrida na madrugada de sábado (2) na Penitenciária de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na Grande Natal.

Os presos que fugiram foram identificados como:

Até a manhã deste domingo (8), nenhum dos presos havia sido recapturado, segundo a Seap.

Os detentos fugiram entre 0h e 1h de sábado, mas a fuga só foi descoberta pela manhã, durante a contagem dos apenados nas celas.

As imagens registradas em câmeras de monitoramento mostraram a movimentação dos cinco presos já do lado de fora do pavilhão 1 da penitenciária. Chovia forte na região no momento da fuga.

Veja, abaixo, as imagens.

Segundo a Seap, eles danificaram a estrutura do sistema de ventilação para fugir da cela, atravessaram um muro interno e, em seguida, usaram uma corda improvisada com lençóis, conhecida como “teresa”, para pular o muro principal, de mais de 5 metros de altura, da penitenciária.

Uma semana antes, dois presos haviam tentado fugir pelo sistema de ventilação da cela no presídio Rogério Coutinho Madruga, que fica ao lado de Alcaçuz. Na ocasião, policiais penais de plantão e da Central de Rádio e Videomonitoramento impediram a fuga.

O secretário de Estado da Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte, Helton Edi Xavier, afirmou que a fuga de cinco presos da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, na Grande Natal, foi uma “surpresa” para o sistema prisional.

Segundo a Seap, a unidade não registrava fugas havia quase cinco anos. O presídio Rogério Madruga Coutinho, que fica ao lado, registrou uma fuga em 2024.

Dois memorandos – de 2 de abril e 20 de março – enviados pela direção da Penitenciária de Alcaçuz pediram à Seap a manutenção de câmeras de monitoramento dos pavilhões 1, onde ocorreu a fuga, e 4.

Segundo o secretário da Seap, Helton Edi Xavier, apesar do problema não há áreas sem cobertura na penitenciária.

“Temos centenas de câmeras. Algumas podem ficar fora do ar, mas não há áreas sem cobertura de imagem. Quando uma falha, há outros ângulos que permitem o monitoramento”, completou.

A presidente do Sindicato de Policiais Penais do RN, Vilma Batista, acredita que o fato das 10 guaritas de Alcaçuz estarem desativadas também pode ter contribuído para não detectar a fuga.

“Os policiais, pelo baixo efetivo que tinha no posto, não tinham condições de visualizações. Também facilitou para essa fuga foram essas guaritas desativadas”, disse.

A Penitenciária de Alcaçuz foi palco da maior rebelião da história do Rio Grande do Norte, em 2017. No total, 26 presos morreram. Quase todos foram decapitados. Outros 56 fugiram. O episódio ficou conhecido como “Massacre de Alcaçuz”.

Criada em 1998, a Penitenciária de Alcaçuz seria a solução para acabar com os problemas gerados pela Penitenciária Central Doutor João Chaves, conhecida por “Caldeirão do Diabo”, na Zona Norte de Natal.