Dragagem do canal de acesso ao Porto de Natal é iniciada

Canal do Porto de Natal recebe dragagem a partir desta sexta-feira (24) — Foto: Inter TV Cabugi/Reprodução
Canal do Porto de Natal recebe dragagem a partir desta sexta-feira (24) — Foto: Inter TV Cabugi/Reprodução

Por g1 RN — Começou nesta sexta-feira (24) a obra de dragagem do canal de acesso ao Porto de Natal, no Rio Potengi. O serviço deverá ampliar a capacidade operacional e permitir a chegada de navios de maior porte ao terminal.

A intervenção era aguardada há anos pelo setor produtivo do estado. Inicialmente prevista para janeiro deste ano, a obra foi adiada para março e, agora, iniciada.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, os atrasos ocorreram por causa de entraves burocráticos e liberações técnicas envolvendo órgãos ambientais e a Capitania dos Portos.

Ao lançar a licitação para a obra em 2025, a companhia apontou o risco de encalhes de navios no trecho, por causa do acúmulo de areia no fundo do rio. A dragagem é justamente a retirada desses sedimentos.

O investimento previsto é de cerca de R$ 60 milhões, com recursos do governo federal. A execução ficará a cargo da DTA Engenharia, vencedora da licitação.

De acordo com o diretor-presidente da Companhia Docas do Rio Grande do Norte, Paulo Henrique Macedo, a dragagem vai aumentar a profundidade do canal permitindo a operação de embarcações maiores e mais carregadas.

“Não é só recuperar as cargas que perdemos, mas a gente projetar o porto para uma ampliação de cargas no futuro”, disse.

A obra tem prazo estimado de 120 dias para conclusão.

Além da dragagem do canal, o porto também vem recebendo outros investimentos em infraestrutura, como a instalação de defensas na Ponte Newton Navarro, estrutura que cruza o rio e exige proteção para a navegação.

Segundo o diretor técnico do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente, Thales Dantas, os sedimentos retirados do fundo do rio serão depositados em uma área localizada a cerca de 700 metros em direção ao mar. O local foi definido após estudos técnicos que atestaram a viabilidade ambiental da operação.

A área escolhida tem capacidade para receber aproximadamente 1,8 milhão de metros cúbicos de sedimentos, volume estimado considerando as duas etapas da dragagem.

A expectativa do governo e do setor produtivo é de que, com o aprofundamento do canal e melhorias operacionais, o porto passe a atrair novas rotas comerciais e fortaleça o escoamento da produção do estado, especialmente na área agrícola.