José Pereira, presidente da Câmara Municipal, toma posse como prefeito interino de Cabedelo, na PB

José Pereira, presidente da Câmara Municipal, toma posse como prefeito interino de Cabedelo, na PB — Foto: Youtube/Câmara de Cabedelo
José Pereira, presidente da Câmara Municipal, toma posse como prefeito interino de Cabedelo, na PB — Foto: Youtube/Câmara de CabedeloEdvaldo Neto ao lado de José Pereira. — Foto: (Reprodução / Redes sociais)Mandato do prefeito de Cabedelo, André Coutinho, é cassado pelo TRE-PB após julgamento — Foto: Divulgação

Por g1 PB — O presidente da Câmara de Cabedelo, José Pereira (Avante), assumiu na manhã desta quarta-feira (15) a prefeitura do município, na Grande João Pessoa.

O parlamentar passa a comandar a gestão após o afastamento do então prefeito interino, Edvaldo Neto (Avante), durante operação da Polícia Federal que investiga fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e possível ligação de agentes públicos com facções criminosas.

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No discurso de posse, José Pereira ressaltou que assume o cargo com “serenidade” e diz “confiar na Justiça” e no “pleno esclarecimento dos fatos”.

A posse de José Pereira ocorreu em sessão na Câmara Municipal. Com a posse de José Pereira no cargo de prefeito, o segundo-vice-presidente da Câmara de Cabedelo Wagner do Solanense (PV) assume como presidente do órgão.

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A operação da Polícia Federal foi deflagrada na manhã desta terça-feira (14) e investiga um esquema de fraude em licitações, desvio de recursos públicos e a ligação de agentes políticos com uma facção criminosa. Durante a operação, o prefeito interino Edvaldo Neto foi afastado do cargo. O afastamento ocorreu dois dias depois das eleições suplementares de Cabedelo, quando o prefeito foi eleito.

Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão. Um dos endereços foi um apartamento do prefeito eleito Edvaldo Neto, localizado em Intermares. A Polícia Federal ainda não detalhou onde está o material apreendido.

Conforme as investigações, um consórcio entre políticos da alta cúpula do município, empresários e integrantes da facção “Tropa do Amigão”, braço do “Comando Vermelho”, pode ter movimentado até R$ 270 milhões em contratos fraudulentos.

Além do afastamento do prefeito, outros servidores públicos foram afastados por determinação judicial, para preservar a investigação e impedir a continuidade das condutas.

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José Francisco Pereira tem 68 anos e se apresenta como gestor financeiro. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele foi candidato a vereador por quatro vezes, se elegendo nos anos de 2012, 2020 e 2024. Em 2016, ele chegou a ser suplente na câmara municipal.

Em 2024, Pereira foi eleito com 1.331 votos. No início de 2025, ele foi eleito 1º vice-presidente da casa Vereadora Graça Rezende, na mesa-diretora encabeçada por Edvaldo Neto. Com a cassação de André Coutinho (Avante), Edvaldo Neto assumiu a gestão do município, Pereira virou presidente da Câmara.

Agora, com Pereira assumindo a gestão do município, o vereador Wagner do Solanense (PL) torna-se presidente da casa legislativa.

A cassação do ex-prefeito de Cabedelo, André Coutinho, foi mantida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), assim como as cassações da então vice dele, Camila Holanda, e também do vereador Márcio Silva, por conta de irregularidades devido ao processo eleitoral nas Eleições em 2024, sendo os cassados acusados de compra de votos com envolvimento de facções criminosas.

O julgamento inicial sobre o mérito da questão aconteceu em 17 de novembro, após uma ação, proposta pelo Ministério Público Eleitoral (MPE).

Em nota oficial divulgada à imprensa, o prefeito de Cabedelo , André Coutinho, informou que recebeu a decisão “com respeito mas com profundo sentimento de injustiça”, e lamentou o resultado do julgamento, reiterando que “não praticou qualquer irregularidade”.

O prefeito reafirmou que, mesmo discordando da decisão, reafirma seu respeito à Justiça Eleitoral e às decisões judiciais, e reiterou que deve seguir “buscando a reparação dessa decisão junto ao TSE em Brasília”.