Nasa prevê lançamento da Missão Lunar Artemis II nesta quarta-feira

NASA's Artemis II lunar flyby mission, with the next-generation moon rocket, the Space Launch System (SLS) rocket and the Orion crew capsule, on Pad 39B ahead of the launch of the Artemis II mission at the Kennedy Space Center in Cape Canaveral, Florida, U.S.,  March 31, 2026.    REUTERS/Brendan McDermid      REFILE - CORRECTING INFORMATION FROM
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Por Agência Brasil — O lançamento da Missão Artemis II da Nasa, a agência espacial norte-americana – primeiro voo tripulado em torno da Lua em mais de 50 anos – está previsto para esta quarta-feira (1º).

O foguete SLS da Nasa, ao qual está acoplada a nave Orion, deverá levantar voo do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Florida, às 18h24 locais, dando início à viagem de cerca de dez dias.

Devido a uma trajetória de voo muito específica, o lançamento só poderá ocorrer em horários precisos. Caso falhe o de hoje, são possíveis lançamentos todos os dias até 6 de abril e novamente no final do mês, segundo a agência noticiosa France-Presse.

O comandante da missão, Reid Wiseman, disse no domingo (29) que estava tudo preparado para o lançamento, agendado há quase dois meses, mas foi adiado devido a problemas técnicos e meteorológicos.

“Estamos prontos para partir, a equipe está pronta e o veículo pronto para arrancar, mas nem por um segundo temos a expectativa de que vamos levantar voo”, disse Wiseman na última entrevista virtual dos astronautas antes do lançamento.

“Estamos prontos para partir, a equipe está pronta e o veículo pronto para arrancar, mas nem por um segundo temos a expectativa de que vamos levantar voo”, disse Wiseman na última entrevista virtual dos astronautas antes do lançamento.

“Podemos ir até à plataforma e ter de tentar mais algumas vezes, e estamos 100% preparados para isso”, acrescentou.

Legado de programas lançados na década de 2000 para suceder os Space Shuttles, a Missão Artemis visa levar os norte-americanos de volta à Lua para estabelecer uma presença a longo prazo e preparar o terreno para futuras missões a Marte.

Após um voo de teste do foguete e da nave espacial em 2022, a Nasa quer garantir que funcionam corretamente durante a Missão Artemis II, antes de tentar um pouso na superfície lunar em 2028, na missão Artemis IV.

A missão é histórica por ser a primeira cuja tripulação inclui uma mulher, Christina Koch, um homem negro, o piloto Victor Glover, e um canadense, Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense.

O ex-piloto de testes da Marinha e ex-chefe dos astronautas da Nasa, Reid Wiseman, 50 anos, comanda a missão e é acompanhado pelo seu compatriota Victor Glover, 49, também um ex-astronauta da Marinha dos Estados Unidos, que pilotará a nave espacial e será a primeira pessoa negra a viajar para a Lua.

Christina Koch, 47 anos, é engenheira de formação, enquanto o primeiro não americano a sobrevoar a Lua, Jeremy Hansen, é um ex-piloto de caças de 50 anos.

Após a decolagem, a Orion entrará em órbita da Terra para verificações e manobras visando garantir a confiabilidade e a segurança da nave, que até agora nunca transportou humanos.

Se esses testes forem bem-sucedidos, a sonda vai gerar o impulso necessário para deixar a órbita da Terra e iniciar viagem em direção à Lua, entre três e quatro dias, durante os quais serão realizados mais testes e experiências científicas.

Assim que chegarem perto da Lua, os astronautas irão orbitá-la e sobrevoar o seu lado oculto, esperando que batam o recorde da missão Apollo 13, tornando-se os humanos que viajaram mais longe da Terra.

As observações poderão ajudar a Nasa a escolher o local de aterrissagem da Artemis IV, que se aventurará no polo sul da Lua, onde nunca esteve nenhum ser humano.

A trajetória seguida pela Orion é designada de “retorno livre”, o que significa que foi desenhada para que a nave espacial seja atraída pela Lua e depois trazida de volta à Terra naturalmente.

A viagem de regresso durará três ou quatro dias e será marcada pela reentrada atmosférica, um dos momentos mais perigosos da missão, após o que a nave espacial descerá no Oceano Pacífico, ao largo da costa da Califórnia.

Ao contrário do que aconteceu com o programa Apollo, a Nasa está colaborando agora com outros países, principalmente europeus, e com o setor privado, incluindo a SpaceX e a Blue Origin, de Elon Musk e Jeff Bezos, respectivamente, e que serão responsáveis pelo desenvolvimento dos módulos de aterrissagem lunar.

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