Por g1 PB — Em uma conversa por telefone, o cantor paraibano João Lima afirma à ex-esposa Raphaella Brilhante que “não tem memória” das agressões mencionadas por ela. Durante a ligação, cuja gravação a TV Cabo Branco teve acesso, a vítima questiona as violências sofridas ao longo do relacionamento. João Lima foi preso nesta segunda-feira (26) sob força de um mandado de prisão preventiva.
Na gravação, Raphaella relata dores físicas e cobra um pedido de desculpas que, segundo ela, reconheça a gravidade do que ocorreu.
Em resposta, João Lima afirma que não estaria invalidando o que foi relatado, mas diz não ter memória das agressões.
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Raphaella rebate e afirma que os episódios não foram isolados. Segundo ela, as agressões teriam ocorrido desde o casamento, inclusive durante a lua de mel. No mesmo áudio, ela menciona um episódio específico após uma apresentação do cantor.
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Na manhã desta segunda-feira (26), o cantor João Lima se apresentou à Polícia Civil e foi preso, na sede da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), no Centro de João Pessoa.
No domingo (25), a Justiça decretou a prisão preventiva do cantor após a repercussão de vídeos divulgados nas redes sociais no sábado (24). As imagens mostram agressões contra a ex-esposa. Além do mandado de prisão, foi expedida uma medida protetiva em favor da vítima.
A decisão judicial determinou que João Lima não se aproxime da ex-esposa, não frequente a residência onde morava e não mantenha contato com ela ou com familiares. A medida também estabeleceu uma distância mínima de 300 metros.
Em entrevista exclusiva à TV Cabo Branco, Raphaella Brilhante afirmou que as agressões começaram logo após o casamento com o cantor João Lima, realizado em novembro de 2025. Segundo ela, o primeiro episódio ocorreu ainda durante a lua de mel. “Cinco dias depois, quando eu estava na minha lua de mel, ele já me bateu”, disse.
Informações reunidas no processo indicam que novas agressões foram registradas em 18 de janeiro por câmeras de segurança. Conforme a denúncia, João Lima teria agredido a vítima com socos, feito pressão na mandíbula e tentado impedir que ela gritasse.
O mesmo documento aponta que o cantor teria entregado uma faca à ex-esposa e ordenado que ela se matasse. Dias depois, segundo a investigação, ele teria ido até a casa da mãe de Raphaella e feito novas ameaças, afirmando que acabaria com a vida dela caso não houvesse reconciliação e que mataria ambos se ela se envolvesse com outra pessoa.
A advogada da vítima, Dayane Carvalho, informou que, durante os dois anos de namoro, não houve relatos de violência. Segundo ela, os episódios começaram após o casamento, período em que câmeras internas da residência passaram a registrar as agressões.
A mãe de Raphaella Brilhante, Kellyane Brilhante, disse à TV Cabo Branco que João Lima não demonstrava comportamento agressivo na presença da família. “Sinceramente, é outra pessoa. É uma pessoa que mostrava uma coisa aqui pra gente, mas dentro de quatro paredes, o que ele fez com a filha, cuspindo, batendo, falando palavras de baixo calão, arrastando, enforcando, asfixiando a menina”, afirmou.
O cantor paraibano João Lima é investigado pela Polícia Civil por violência doméstica contra a esposa, após a circulação de vídeos nas redes sociais que mostram agressões. A vítima registrou Boletim de Ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), em João Pessoa.
Segundo a advogada da vítima, Dayane Carvalho, os episódios de violência tiveram início durante a lua de mel do casal, em novembro de 2025. A defesa afirma que, nos dois anos de namoro, não houve registros de agressões. Parte dos episódios posteriores foi registrada por câmeras instaladas na residência do casal.
A defesa da vítima informou ainda que uma das ocorrências aconteceu quando o casal já não estava morando junto, após a mulher pedir um tempo no relacionamento. Nesse período, ela retornou à casa dos pais e ainda não havia relatado os episódios à família.
Com a repercussão do caso, a médica Raphaella Brilhante usou as redes sociais para confirmar publicamente, pela primeira vez, que sofreu violência. Na publicação, ela afirmou enfrentar “uma dor que atravessa o corpo, a alma e a história” e disse que “não há palavras que expliquem o impacto disso na vida de alguém”.
Raphaella, que também atua como influenciadora e reúne mais de 600 mil seguidores em uma rede social, declarou ainda que “nenhuma mulher deveria precisar chegar a esse ponto para ser ouvida” e ressaltou que as medidas legais estão sendo conduzidas com respeito à Justiça
Denúncias de estupros, tentativas de feminicídios, feminicídios e outros tipos de violência contra a mulher podem ser feitas por meio de três telefones:


