Por g1 PB — A Paraíba teve menos roubos em 2024, mas os golpes pela internet cresceram e chegaram a níveis significativos. É o que mostra o 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado na quinta-feira (24). O estudo usa dados oficiais repassados pelos estados.
Enquanto os roubos registraram queda no estado, os estelionatos cometidos por meio eletrônico subiram mais de 49%. A mudança no padrão dos crimes revela um novo problema: o crescimento das fraudes digitais, que não usam a força, mas causam prejuízos do mesmo jeito.
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Entre os tipos mais comuns de roubo, todos tiveram redução:
A queda acompanha uma tendência nacional e é reflexo de mudanças no perfil dos crimes patrimoniais, Segundo Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
“Já são cinco anos de tendência, o que consolida um movimento que, por si só, justificaria a reflexão sobre a reorganização do sistema de segurança pública no país”, afirma.
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Na outra ponta, os crimes cometidos de forma virtual seguem em alta. Na Paraíba, os crimes de estelionato subiram de 6.443 em 2023 para 9.756 em 2024, um aumento de 50,7%.
Especificamente os golpes praticados por meio eletrônico, a taxa saltou de 1.030 em 2023 para 1.543 em 2024, representando um crescimento de 49,1%.
Além disso, a Paraíba registrou uma taxa de 235,4 estelionatos por 100 mil habitantes em 2024.
A tendência registrada na Paraíba se repete em todo o Brasil. Dados do Anuário mostram que, enquanto os roubos caem de forma consistente em todo o país, com uma redução de 51% desde 2018 , os golpes digitais explodem.
Os estelionatos bateram recorde: 2.166.552 casos em 2024, taxa de 1.019,2 por 100 mil habitantes. Isso equivale a quatro golpes por minuto no país. Desde 2018, o crescimento foi de 408%.
Ou seja, o fenômeno reflete um movimento observado em todo o país: criminosos migraram das ruas para o ambiente digital, onde aplicam fraudes bancárias, falsas vendas e outros golpes.
Segundo o doutor em Ciência Política, Guaracy Mingardi, esse cenário está diretamente ligado à centralidade dos celulares na vida das pessoas.
*Sob supervisão de Diogo Almeida.


