Por g1 RN — A mulher de 53 anos que levou mais de 1,5 mil picadas de abelhas dentro do carro em Parnamirim, na Grande Natal, no sábado passado (29), segue internada na UTI do Hospital Santa Catarina, em Natal, segundo informou a familia nesta sexta-feira (4).
No local, a paciente não pode ter acompanhante. O último relatório médico recebido pela família, no fim da tarde de quinta-feira (3) era de que o quadro de saúde dela era grave.
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De acordo com a sobrinha, a mulher já tinha alguns problemas de saúde que agravaram a situação. Ela enfrenta sequelas de um AVC – o que a impediu de correr das abelhas – e diabetes.
O caso aconteceu no sábado passado (29), mas a mulher conseguiu transferência para uma UTI apenas na quarta (2).
Kalline Domingos contou que as abelhas entraram na Kombi em que a tia estava após um caminhão, que estava na frente do veículo na estrada, bater em um enxame.
Dois sobrinhos estavam com a mulher no veículo e tentaram socorrê-la. “Mas por ter muitas abelhas [era difícil]…Eles, no meio do alvoroço, a intenção é correr. Correram e depois voltaram, carregaram ela nos braços”, explicou.
A mulher não conseguiu sair sequer do carro e foi levada pelos sobrinhos para perto de uma árvore, quando eles retornaram. “Eles continuaram a correr na intenção de que as abelhas fossem atrás deles”, contou Kaline.
Os dois sobrinhos também foram picados, mas não tiveram complicações por causa do ataque de abelhas. A mulher ficou com marcas espalhadas pelo corpo.
Segundo o Corpo de Bombeiros, nos três primeiros meses de 2025 a corporação atendeu 944 ocorrências para remoção de abelhas e enxames em todo o Rio Grande do Norte. Em todo ano de 2024 foram 3,6 mil ocorrências – uma média de quase 10 por dia.
O tenente também reforçou que não é recomendado que as pessoas tentem retirar as abelhas ou os enxames por conta própria. O ideal é acionar os bombeiros.
“Nós temos os EPIs [equipamentos de proteção individual] necessários para retirar o enxame. Se tentar tirar por conta própria, as abelhas vão atacar, porque quando se mexe com elas, elas se sentem ameaçadas. Se não tem o equipamento para defender o seu corpo, então chame o Corpo de Bombeiros”, disse.


