Promotora explica como funciona vistoria que ônibus envolvido em acidente deveria ter passado

Ônibus ficou tombado às margens da PB-077 — Foto: TV Cabo Branco/Reprodução
Ônibus ficou tombado às margens da PB-077 — Foto: TV Cabo Branco/ReproduçãoGustavo e Antonella morreram em acidente de ônibus escolar na Paraíba — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Por g1 PB — A promotora de Justiça Flávia Cristina Dantas explicou, nesta quarta-feira (2), que transportes escolares precisam passar por uma vistoria para verificar possíveis falhas ou irregularidades. O ônibus que transportava estudantes, envolvido em acidente entre Pilões e Cuitegi, nesta terça-feira (1º), estava com uma vistoria atrasada, conforme informou o Departamento Departamento Estadual de Trânsito da Paraíba (Detran), à TV Cabo Branco.

O acidente que matou dois adolescentes e deixou 31 pessoas feridas pode ter sido causado por problemas no freio.

Segundo a promotora Flávia Cristina Dias, para garantir a segurança, os transportes escolares precisam passar por uma vistoria semestralmente. No caso do ônibus envolvido no acidente de Pilões, a última deveria ter sido realizada em novembro. Ela destacou que existe, inclusive, um termo de cooperação firmado pelo Ministério Público com Detran, TCE, Imetro, Polícia Militar e PRF para a operacionalização dessas fiscalizações.

A Prefeitura de Pilões informou que o ônibus era alugado e que foi firmado em processo licitatório que o proprietário do veículo mantivesse o veículo “em boas condições, com motorista habilitado”.

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Dilo Alves, coordenador de Vistoria de Transportes Escolares do Detran explicou que os ônibus escolares precisam ter, entre outras questões, itens obrigatórios como:

Além disso, a fiscalização avalia como está a parte técnica do veículo e se o motorista está habilitado.

Gustavo Batista Belo da Silva tinha 13 anos e era aluno de uma escola particular, localizada em Guarabira. Em nota, a instituição de ensino se solidarizou com familiares e amigos da vítima.

Já Fátima Antonella Guedes de Albuquerque, era aluna da 2ª série do ensino médio, da Escola Cidadã Ténica Integral Dom Marcelo Pinto Carvalheira, também situada em Guarabira. Na unidade, ela também fazia parte do curso técnico de informática.

Além deles, outras 31 pessoas ficaram feridas, incluindo uma jovem que teve a mão amputada.