Saiba como chegar ao açude Gargalheiras no Seridó potiguar

Açude de Gargalheiras, em Acari — Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi
Açude de Gargalheiras, em Acari — Foto: Reprodução/Inter TV CabugiMapa mostr caminho de Natal ao Açude Gargalheiras — Foto: Google/ReproduçãoEstrada entre Currais Novos e açude Gargalheiras, no Seridó — Foto: Google/ReproduçãoAçude Gargalheiras em 2 de abril de 2024 — Foto: Hugo Andrade/Inter TV Cabugi

Por g1 RN — Próximo de sangrar, o açude de Gargalheiras, na cidade de Acari, na região Seridó do Rio Grande do Norte, tem atraído atenção de vários potiguares.

Moradores de cidades próximas têm feito uma “vigília” no local, à espera do cenário deslumbrante do transbordamento das águas.

A “sangria” é o termo usado para quando o reservatório transborda, ultrapassando os 100% de sua capacidade de armazenamento de água.

O açude pode armazenar até 44 milhões de metros cúbicos de água, fica localizado a 220 km de Natal e é considerado um patrimônio histórico do Rio Grande do Norte.

Para chegar ao Açude Gargalheiras, saindo da capital, é preciso acessar a BR-226 seja na Zona Oeste da cidade, ou em Macaíba, na região metropolitana, onde a via se separa da BR-304.

Após passar por municípios como Tangará e Santa Cruz, o viajante chega ao município de Currais Novos, já no Seridó, e deve acessar a BR-427, seguindo por essa rodovia até Acari. As duas cidades são separadas por cerca de 33 km.

Após entrar em Acari, o próximo passo é acessar a estrada Acari-Gargalheiras, que leva até a comunidade localizada ao lado do reservatório, e aproveitar o lugar.

Em 2023, o Açude Marechal Dutra – nome oficial do Gargalheiras – foi reconhecido como patrimônio cultural, histórico, geográfico, paisagístico, ambiental e turístico do estado em 2023.

A parede do açude fica numa das “gargantas” do Rio Acauã, o que deu origem ao seu apelido. Apesar de as obras só terem começado em 1956, a primeira tentativa de erguer um reservatório para barrar as águas do rio ocorreu no início do Século 20.

O açude foi inaugurado oficialmente no dia 27 de abril de 1959 e ainda hoje existe uma comunidade remanescente da época da construção, quando foi erguida uma vila para abrigar os trabalhadores.

Na história do Gargalheiras, o espetáculo da “sangria” – quando o volume excede a capacidade e transborda – foi registrado 28 vezes. A última foi em 2011.

A área no entorno do Gargalheiras é um dos 21 geossítios relacionados no Mapa Geoturístico do Seridó Geoparque Mundial da Unesco.