A estimativa de quociente eleitoral mínima é de 65 mil para a Assembleia Legislativa. — Foto: Eduardo Maia/ALRN

Por Tribuna do Norte, Notas e Comentários — O final de semana marca a reta final para as definições visando disputa por vaga na Assembleia Legislativa. Há basicamente três estratégias: o blocão de pesos pesados, como o que o PSDB está montando, com expectativa de pegar de 11 a 12 cadeiras; a nominata organizada para eleger um nome específico, como deve ser o caso do MDB; e os que correm por fora, com partidos menores, visando amealhar um monte de pequenas votações para ver se o total garante uma vaga.

A semana deve ser marcada por muitas surpresas, com definições de deputados sobre seus futuros partidos. Por conta da organização eleitoral este ano, a ideologia partidária foi para as cucuias. O que importa é se eleger. Então, o candidato vai para onde for melhor acolhido, a legenda que lhe der mais chances de se eleger ou reeleger.

A estimativa de quociente eleitoral mínima é de 65 mil para a Assembleia Legislativa. Mas há um outro número que vem sendo usado para diferenciar quem tem chance de quem não tem: um passivo de 30 mil votos logo na largada.

Em outubro, quando as urnas soarem seus resultados, há possibilidade de vermos que entre os derrotados haverá aquele ou aquela que perdeu a eleição agora em março, devido à escolha errada de estratégia.

Dizem que os deputados Hermano Morais e George Soares tendem a ir para o PV, que fará federação com o PT e o PCdoB. Que o Coronel Azevedo vai fazer uma nominata no PL visando sua reeleição, contando só com votos dos bolsonaristas. E que Eudiane Macedo também avalia ter nominata independente que lhe garanta a reeleição.

De filho para pai. A vaga dos Jácome na ALRN deverá ser disputada pelo pai, Antônio. E não pelo filho, Jacó. E há informações de que não será pelo PSD.

Na bolsa de apostas da eleição, corre que a Federação do PT/PV/PCdoB estima fazer de 5 a 6 deputados; o União Brasil, de 1 a 2; o Avante, 1; e o Solidariedade, 2. Lembrando que há um postulado científico muito conhecido que define o seguinte: quem diz que faz 3, faz 2. E assim sucessivamente.

Cada nominata com 25 candidatos precisa ser composta por 17 homens e 8 mulheres. Ocorre que a estrutura patriarcal política brasileira nunca deixou que os quantitativos de candidaturas fossem equilibrados com relação a gênero. Resultado: as mulheres que têm algum voto garantido estão sendo muito valorizadas nas eleições este ano. A lei gerou um efeito positivo.

Lembrete

O número de candidatos cresceu, o fundo partidário inflou mas o número de eleitores permanece praticamente o mesmo. Ou seja: o bolo e as lancheiras são os mesmos de festas anteriores para uma quantidade muito maior de convidados. Alguém que já fez festa no passado certamente ficará sem sua fatia este ano.