No RN, o Dr. Luis Eduardo Barbalho coordena a campanha pela SBCCP-RN. — Foto: Divulgação

A Sociedade Brasileira de Cabeça e Pescoço (SBCCP), em parceria com a Associação Brasileira de Câncer de Cabeça e Pescoço (ACBG Brasil), realiza neste ano a quinta edição do Julho Verde. Em 2021, a Campanha Nacional de Prevenção do Câncer de Cabeça e Pescoço fixa o slogan “O câncer tá na cara, mas às vezes você não vê”. A mensagem visa conscientizar a população sobre a importância do autocuidado e atenção aos primeiros sinais e sintomas da doença para obtenção de um diagnóstico precoce, ampliando as taxas de cura com menos sequelas. No RN, o Dr. Luis Eduardo Barbalho coordena a campanha pela SBCCP-RN.

Neste ano, por conta da pandemia da covid-19, chama-se atenção para a exposição de pacientes de câncer de laringe traqueostomizados (pessoas com orifício que permite a comunicação entre a traqueia e o meio externo) à doença. Os mesmos estão completamente vulneráveis ao vírus, são imunocomprometidos, sem qualquer proteção que impeça a contaminação direta no pulmão pelo coronavírus. Por isso, a ACBG Brasil demanda a dispensação de filtros e adesivos pelas Secretarias Estaduais da Saúde, como já ocorre em Santa Catarina e no Ceará.

Anualmente, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) registra cerca de 40 mil novos casos de cânceres de cabeça e pescoço, denominação genérica de tumores que se originam em regiões das vias aéreo-digestivas, como boca, língua, gengivas, bochechas, amígdalas, faringe, laringe e seios paranasais. Os principais fatores de risco para estes tumores são:

  • Consumo de tabaco (todos os tipos de cigarros, charutos e cachimbos) e álcool;
  • Má higiene bucal;
  • Infecção viral pelo vírus do papiloma humano (HPV), transmitido principalmente através de relações sexuais desprotegidas (inclusive sexo oral);
  • Consumo de bebidas quentes, principalmente as tradicionalmente servidas em temperaturas muito altas, como o chimarrão/mate;
  • Exposição excessiva ao sol (câncer de lábios, couro cabeludo);
  • Exposição durante o trabalho à poeira de madeira, poeira de têxteis, pó de níquel, colas, agrotóxicos, amianto, sílica, benzeno, produtos radioativos;
  • Infecção pelo vírus de Epstein-Barr (EBV), que pode causar a mononucleose infecciosa, uma manifestação do vírus transmitida por contato com outras salivas.

Neste contexto, destaca-se o diagnóstico tardio: a cada quatro novos casos, três chegam em estágio avançado da doença, resultando no óbito de cerca de 50% desta população. Por isso, procure um médico ou dentista, caso sejam identificados um ou mais dos principais sintomas e sinais que durem por duas semanas ou mais:

  • Ferida no rosto/boca que não cicatriza;
  • Mancha avermelhada ou esbranquiçada na boca;
  • Dentes moles ou dor em torno deles;
  • Mudança na voz ou rouquidão;
  • Dificuldade/dor para mastigar ou engolir;
  • Caroço no pescoço;
  • Irritação ou dor na garganta;
  • Mau hálito frequente.

Mesmo após o tratamento, que pode ser realizado com cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou imunoterapia, o câncer de cabeça e pescoço pode causar sequelas irreversíveis, mexendo com a estética facial, com a deglutição e alimentação, com a fala e a voz.

A SBCCP e a ACBG Brasil trabalham para que, em 2021, a Campanha Nacional de Prevenção do Câncer de Cabeça e Pescoço alcance todos os estados do Brasil, abordando tanto a questão da prevenção, quanto do diagnóstico, tratamento e reabilitação. O Julho Verde ocorre do dia 1.º ao 31 de julho, sendo 27/07 o Dia Mundial de Prevenção do Câncer de Cabeça e Pescoço.

No RN, o Dr. Luis Eduardo Barbalho coordena a campanha pela SBCCP-RN. — Foto: Divulgação