Paciente segura bolo com velas dentro de ala de Covid-19 em UPA de Mossoró, RN — Foto: Reprodução

Por Igor Jácome, G1 RN — A Secretaria de Saúde de Mossoró, no Oeste potiguar, abriu uma investigação para apurar as circunstâncias de uma festa de aniversário que aconteceu dentro de uma ala com pacientes de Covid-19 no município.

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O caso aconteceu na Unidade Pronto-Atendimento do bairro Belo Horizonte no último final de semana, foi filmado e compartilhado nas redes sociais.

O vídeo mostra várias pessoas entrando na sala da unidade de saúde com um bolo cheio de velas. Elas cantam “parabéns” para um paciente de 57 anos que está com uma máscara de oxigênio.

Em seguida, uma pessoa o ajuda a tirar a máscara e ele sopra as velas. Uma profissional de saúde diz que vai partir o bolo, que só não poderá ser consumido pelos diabéticos. A prefeitura confirmou que o homem era paciente de Covid-19.

Além da possibilidade de contaminação, apontada por vários internautas, as velas ficam bem próximas a equipamentos médicos com oxigênio, que é inflamável. A secretaria municipal confirmou que o fogo no local representava um risco.

“A Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró tem clareza de que a conduta mostrada nas imagens não condiz com os protocolos de biosegurança de enfrentamento à Covid-19 amplamente adotados pela pasta e que são válidos para as unidades de Saúde do município. Iremos apurar o caso, uma vez que, só tomamos conhecimento do fato pelas redes sociais”, informou a pasta.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró afirmou que, pelo apurado até o momento, a festa foi iniciativa da esposa do paciente “com a participação da equipe”. A pasta também afirmou que o bolo não foi partido no local, mas devolvido à esposa do paciente.

Ainda de acordo com a pasta, os funcionários foram advertidos e o processo administrativo aberto.

Mossoró é a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte e sedia a maioria dos leitos de UTI para Covid na região Oeste potiguar.

No início da tarde desta quinta-feira (10), a região tinha ocupação de 98% dos leitos críticos e uma fila de espera com 16 pacientes aguardando UTI.