Cleverson Luiz Fontes, de 45 anos, trabalhava há seis anos na Delegacia de Mulher em Mamanguape. — Foto: Arquivo pessoal

Por Lucas Cortez, Inter TV Cabugi e G1 RN — Um policial civil lotado no município de Mamanguape, na Paraíba, foi morto a tiros na noite deste sábado (11) no bairro Pitimbu, na Zona Sul de Natal. Cleverson Luiz Fontes, de 45 anos, morava na capital potiguar, que fica distante cerca de 130 quilômetros da cidade paraibana. Quatro suspeitos de participação no crime foram presos.

De acordo com a Polícia Civil, o crime aconteceu na Rua Marquês de Caravelas, por volta das 20h30. Cleverson saía da casa do sogro com a mulher e os três filhos quando foi abordado por criminosos a pé. Eles anunciaram o assalto e perceberam que a vítima era policial civil.

“Já dentro do carro, com as crianças já acomodadas, eles foram abordados por três marginais e depois chegou um quarto. Um deles o identificou como policial, porque tinha tanto a arma, como o distintivo estava no console do carro”, contou a delegada Cristiane Medeiros, da Delegacia da Mulher em Mamanguape, onde Cleverson trabalhava há seis anos.

Crime aconteceu na rua Marquês de Caravelas, no Pitimbu, em Natal — Foto: Lucas Cortez/Inter TV Cabugi

A delegada está em Natal desde a noite de sábado (10) acompanhando a investigação do caso. “Após essa identificação, um dos suspeitos o retirou do carro, e, a cerca de 2 metros do veículo, fez três disparos, inclusive com a própria arma do policial, que foi levada. Posteriormente, um outro suspeito efetuou mais dois disparos na cabeça dele, como se fosse para finalizá-lo”, explicou a delegada.

“A esposa da vítima informou que tinham mais outros dois que, ao saírem, dispararam contra ele. A gente acredita que é como uma retaliação por ser da polícia”.

De acordo com a Polícia Civil, os bandidos levaram os celulares do policial e da mulher, além da arma dele.

Durante a fuga, os criminosos bateram o carro no bairro Cidade Nova, na Zona Oeste da cidade, e três deles foram detidos. Um outro suspeito também foi detido em seguida. A Polícia Civil também interrogou outros dois menores de idade, mas ambos foram liberados por falta de provas.

Segundo a delegada Cristiane Medeiros, que está acompanhado a investigação do caso no RN, o crime deve ser inicialmente tratado como latrocínio. “Inicialmente está sendo visto como um latrocínio, sim, mas a motivação maior desse crime foi ele ter sido identificado como policial”, afirmou.

O corpo do polícia foi encaminhado para o Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP) antes de ser liberado para a família. Cleverson Luiz Fontes, de 45 anos, deixa a mulher e três filhos: de 14, 11 e 4 anos de idade.