A realização da Bienal é do Salão de Artes Visuais de Caicó. — Foto: Divulgação

Natural da cidade de Brejo do Cruz-PB, Aurílio Santos se destacou no sertão nos anos 90 por ser o único fotógrafo da região dedicado exclusivamente à arte de construir imagens a partir do cotidiano. Em uma época de poucas informações, o fotógrafo criava discursos visuais com uma simples câmera Zenit.

Aladim Monteiro, produtor da Bienal, comenta que viu o trabalho de Aurílio por volta de 1995, ficando fascinado pelo universo que estava sendo criado, mesmo sem recursos e comunicação. O produtor relembra que Aurílio fora apelidado de “Sebastião Salgado”, por ser o primeiro a criar uma narrativa político-social através de suas imagens. “A homenagem ao trabalho do fotógrafo Aurílio Santos é um ato de valorização de uma história que não pode ser esquecida”, ressalta Aladim.

A Bienal da Fotografia do Sertão será em formato virtual e está com as inscrições abertas até dia 20 de março, pelo link www.biolinky.co/bienaldafotografiadosertao. A proposta é incentivar artistas a criar um espólio fotográfico a respeito do sertão.

A realização da Bienal é do Salão de Artes Visuais de Caicó com o apoio da Lei Aldir Blanc, Fundação José Augusto, Governo do RN, Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.⠀