“Centenas de vacinas ilícitas foram apreendidas com prisões feitas em dois continentes”, disse a Interpol — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Por CNN Brasil — Uma rede de distribuição global de vacinas falsas contra a Covid-19 foi desmantelada na África do Sul e na China e, segundo a Interpol, que representa 194 forças policiais internacionais, “centenas de vacinas ilícitas foram apreendidas com prisões feitas em dois continentes”.

Em um comunicado publicado na quarta-feira (3), a Interpol disse que na África do Sul “por volta de 400 ampolas – o equivalente a cerca de 2.400 doses – contendo as vacinas falsas foram encontradas em um depósito em Germiston, Gauteng”.

“Os policiais também recuperaram uma grande quantidade de máscaras falsas da 3M e prenderam três cidadãos chineses e um cidadão da Zâmbia”, acrescentou o comunicado.

Na China, “a polícia identificou com sucesso uma rede que vende vacinas falsificadas da Covid-19, invadiu as instalações da fábrica, o que resultou na prisão de cerca de 80 suspeitos e apreendeu mais de 3 mil vacinas falsas no local”, disse a agência.

“Embora esse resultado seja bem-vindo, esta é apenas a ponta do iceberg quando se trata de crimes relacionados à vacina da Covid-19”, disse o secretário-geral da Interpol, Jürgen Stock.

Segundo o comunicado da Interpol, um porta-voz do Ministério de Segurança Pública da China comentou que “o governo chinês atribui grande importância à segurança das vacinas” e continuará a “fortalecer ainda mais a cooperação construtiva com a Interpol” para reprimir os crimes ilegais de vacinas.

A Interpol disse que também estava lidando com “relatórios adicionais de distribuição de vacinas falsas e tentativas de golpes visando órgãos de saúde, como lares de idosos”.

A agência alertou o público “que nenhuma vacina aprovada está atualmente disponível para venda online. Qualquer vacina anunciada em sites ou na dark web não será legítima, não terá sido testada e pode ser perigosa”.

Qualquer pessoa que adquira essas vacinas falsas está “se colocando em risco e dando dinheiro ao crime organizado”, concluiu o comunicado.