Em entrevista, o parlamentar fez duras críticas aos gestores estaduais e municipais sobre a condução da pandemia — Foto: Reprodução

Por Portal Tribuna do Norte — O deputado federal General Girão (PSL) disse que pode ser o candidato apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao Governo do Rio Grande do Norte. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News Natal, o parlamentar fez duras críticas aos gestores estaduais e municipais sobre a condução da pandemia e disse que o Partido dos Trabalhadores deveria ser extinto.

Um dos principais apoiadores de Jair Bolsonaro no Rio Grande do Norte, Girão atribuiu aos gestores estaduais e municipais a falta de leitos críticos para o atendimento aos pacientes com covid-19. Segundo ele, faltou preparação por parte dos gestores para a operacionalização e manutenção de novos leitos.

“A pandemia já está entre nós há mais de um ano e, até agora, os gestores não se prepararam com UTIs, respiradores, equipamentos para tratamento adequado. Não é momento para entrarmos em conflito, mas não dá para fechar os olhos para a incompetência dos gestores que não conseguem dar segurança ao tratamento das pessoas”, disse Girão, afirmando ainda que “toda doença tem medidas preventivas” e que os adversários de Bolsonaro têm politizado a pandemia.

Sobre a compra de vacinas pelos estados, Girão também disse ser contrário, inclusive foi contra a transferência de recursos de emendas parlamentares destinados à Reta Tabajara para a aquisição dos imunizantes. Segundo ele, o Governo potiguar não tem sido competente na utilização de recursos federais e a compra de vacinas deve ser centralizada no Governo Federal.

“O Rio Grande do Norte, mesmo estando devendo R$ 5 milhões que foram gastos com respiradores que não chegaram, agora quer comprar vacina e pelo mesmo meio, através do Consórcio Nordeste. Se fosse a compra (de vacinas) fosse algo aprovado, seguro, dentro de um Governo que estivesse fazendo o uso correto dos recursos, eu apoiaria. Sou a favor da vacinação, mas o Governo se mostrou incompetente para usar os recursos que o Governo Federal encaminhou”, disse Girão, que criticou a retirada dos recursos para a Reta Tabajara.

“A solução apresentada foi tirar a emenda da reta tabajara. É uma obra importante para salvar vidas, porque todo mundo usa e é uma obra que há mais de 20 anos se essa espera. A maioria votou por tirar os R$ 16 milhões da obra para mandar a um governo incompetente. Uma obra de infraestrutura, uma área que terá cortes no orçamento, e que infelizmente deverá ser paralisada porque não vai ter dinheiro”, criticou.

Sobre a eleição de 2022, o deputado disse que há vários nomes dentro do grupo político que apoia o presidente Jair Bolsonaro. Porém, ele preferiu não citar nenhum outro nome além do dele, que disse que, caso seja cotado, vai avaliar a possibilidade.

“Tenho plena certeza e convicção que o grupo político que apoia o Governo Federal tem nomes que poderão ser oferecidos à população. Esses nomes, eu acredito, apoiados pelo presidente podem fazer a diferença no estado. O Governo tem que apoiar porque nosso estado não é autossuficiente para se manter sem o apoio federal. Se eu for um desses nomes, eu sou um soldado. A gente avalia a missão. Tem alguém que tem que autorizar, que é a minha mulher”, disse o deputado.

Ainda acerca das eleições, Girão ironizou a declaração do ex-ministro da Educação Fernando Haddad, em entrevista à Jovem Pan News Natal, sobre a possibilidade de Fátima Bezerra ser um nome cotado pelo PT para a Presidência da República. Além disso, fez duras críticas a legenda e disse que o PT não deveria existir.

“O que eu posso dizer é que se o partido dela quer tirá-la da disputa do Rio Grande do Norte, é porque a derrota vai ser fragorosa. A estratégia deles pode ser essa (risos). Mas falando sobre o partido deles, que tem ex-presidentes, presidente de honra, tesoureiros envolvidos com falcatruas, desvio de dinheiro, como é que um partido como esse ainda continua existindo? Desculpa, mas a reforma política tem que acabar com isso aí”, disse.

Daniel Silveira

Girão também se posicionou sobre a prisão do deputado Daniel Silveira (PSL/RJ). Segundo ele, que votou a favor da soltura do parlamentar e foi vencido na Câmara dos Deputados, a prisão do deputado pelo STF é como se “um filho fizesse algo errado e nós deixássemos o vizinho castigar”.

“O deputado Daniel está preso, quase incomunicável, e a prisão é tão pior quanto as que estão os terroristas da Al Qaeda, em Guantánamo. As pessoas têm o direito de se defender em liberdade. Já merecia estar em liberdade porque a prisão é inconstitucional e arbitrária”, avaliou.