Para a cientista, o país não negociou as vacinas no tempo adequado, quando outros já estavam fazendo. — Foto: Reprodução

Por CNN — Mesmo com diversos países do mundo já em processo de vacinação contra a Covid-19, o Brasil não deve somar à lista tão cedo. Essa é a avaliação da pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Margareth Dalcomo.

Para a cientista, o país não negociou as vacinas no tempo adequado, quando outros já estavam fazendo.

“A Anvisa só pode registrar um produto que tenha registro em seu país de origem e nenhuma das duas avançadas no Brasil, que são a da Sinovac e da AstraZeneca, têm”, diz Dalcomo. “Então, elas não poderiam ser utilizadas para vacinar a população brasileira”, completa.

De acordo com ela, há seis meses, quando os estudos de fase 3 tiveram início, era preciso que o do Governo Federal tivesse uma coordenação mais harmônica e centralizada, porém com a colaboração e aprovação por parte da comunidade acadêmica.

“Isso não aconteceu realisticamente, a impressão que nós temos é que antes de fevereiro ninguém deve ser vacinado no Brasil”, prevê a pesquisadora.

Assim, o contágio no Brasil pode demorar mais para ser freado, avalia.