Chefe de gabinete teria movimentado R$ 1,3 milhão, segundo o Coaf. Buscas foram feitas nas casas de ex-assessores no Rio e em Niterói — Foto: Reprodução

Por Henrique Coelho, G1 Rio — O ex-deputado estadual e radialista Pedro Augusto (PSD) foi alvo de mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (20) em um suposto caso de ‘rachadinha’ na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

O inquérito corre em sigilo. A TV Globo apurou que é um desdobramento de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que detectou movimentações suspeitas na conta de assessores.

Segundo o Coaf, Sandro Rosário Soares, que foi chefe de gabinete de Pedro, teria movimentado R$ 1,3 milhão.

Equipes da Polícia Civil do RJ e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) cumpriram os mandados em endereços residenciais em Copacabana, na Zona Sul do Rio; em Nilópolis, na Baixada Fluminense; e em Niterói.

Pedro Augusto foi candidato a deputado federal em 2018, mas não se elegeu, ficando com a 1ª suplência do PSD.

O radialista assume o mandato, por exemplo, caso a deputada Flordelis — denunciada por mandar matar o marido, o pastor Anderson do Carmo — perca o mandato.

O G1 procurou o ex-parlamentar, mas, até a última atualização desta reportagem, ainda não tinha obtido resposta.

Em nota, a direção estadual do PSD disse que não iria se manifestar até que tenha conhecimento completo dos fatos e dos documentos que embasam a decisão judicial.

A força-tarefa é composta pela Delegacia de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro e pelo Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc/MPRJ), em conjunto com a Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ).