Suspeito foi preso em flagrante após fazer sessão de tortura em casa. Vítima diz que está com escoriações por todo corpo — Foto: Reprodução

Por Matheus Rodrigues, G1 Rio — Um homem foi preso em flagrante nesta segunda-feira (3) suspeito de agredir e torturar por horas a sua companheira em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, durante a madrugada. A mulher, de 28 anos, chegou a ser ameaçada de morte com uma motosserra e um machado.

A delegada responsável pelas investigações, Fernanda Fernandes, informou ao G1 que a vítima pediu socorro à Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) em Caxias nesta segunda-feira (3) após conseguir fugir. O autor foi preso horas depois ao ser encontrado dormindo em casa. O suspeito teria cometido os crimes por achar que a vítima teria cometido uma suposta traição.

“O namorado acreditava ter sido traído por ela. Por esse motivo, ele começou a agredir a vítima, ameaça-la de morte com um machado, alicate e motosserra. Ele pedia que a vítima concordasse em matar essa pessoa, com a qual ele acreditava que ela estava se envolvendo. Ela teria que matar, pica-lo e jogar na vala. Enquanto a vítima não concordou, o autor ficou torturando ela a madrugada toda”, afirmou Fernanda Fernandes.
A vítima foi levada para fazer exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal e recebeu auxílio psicológico. Junto com o suspeito, foram encontradas pelos policiais duas motosserras e um machado.

Durante a sessão de tortura, segundo a polícia, o suspeito teria ameaçado a vítima com um alicate em punho “para arrancar os seios, a língua e o clitóris” de sua companheira. As ameaças eram feitas “caso ela não concordasse em atrair o amigo para a morte, inclusive como prova de amor”.

‘Não tinha o que fazer’, diz vítima

O G1 conversou com a vítima, que preferiu não se identificar por questões de segurança, e ela falou que ainda estava muito abalada com a situação. Ao ser perguntada sobre as agressões, ela disse que está com escoriações e hematomas pelo corpo inteiro.

Segundo ela, as ameaças eram feitas com as ferramentas que o ex-companheiro comprou para fazer trabalhos informais, como poda de árvore e limpeza de terrenos, já que estava desempregado.

“Eu tenho 1,56 e ele tem 1,90. Ele me arrastou, me bateu, me ameaçou. Não tinha o que eu fazer. Me ameaçou com alicate, machado, motosserra, tudo”, disse a vítima.