No terceiro trimestre do ano, chuvas mais intensas se 'deslocam' para as regiões Leste e Agreste potiguar, segundo a Emparn — Foto: Pedro Vitorino/Cedida

Por G1 RN — Passado o período de chuvas mais intensas no interior do Rio Grande do Norte, a previsão para os meses de junho, julho e agosto de 2020 é de ocorrência de precipitações dentro da normalidade, segundo a Empresa de Pesquisas Agropecuárias do Estado (Emparn). Nesse período, de acordo com os meteorologistas, as maiores precipitações se deslocam para as regiões Leste e Agreste, atingindo a região metropolitana de Natal, por exemplo.

A análise de chuvas dentro da normalidade foi feita durante reunião virtual de avaliação e previsão climática, ocorrida na última terça-feira (27), coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Sustentável de Sergipe, e que contou com a participação de Emparn.

A média esperada para o período no Leste do RN é de 467,8 milímetros (mm), para o Agreste é de 209,6 mm, Oeste, 81,2 e a Central é de 69,7mm.

“Os modelos de previsão climática sazonal indicam a persistência da situação de neutralidade na região equatorial do Oceano Pacífico no decorrer do trimestre junho-julho-agosto de 2020, ou seja, ausência de fenômenos climáticos, tais como El Niño e El Niña”, avaliou o meteorologista Gilmar Bristot, após a reunião. Os fenômenos interferem na ocorrência de chuvas na região.

Os meteorologistas não descartam a ocorrência do fenômeno La Niña até o final do ano, a depender das condições oceânicas e atmosféricas. “Estas condições, observadas em abril e primeira quinzena de maio, mostraram uma tendência de resfriamento das águas subsuperficiais e intensificação dos ventos em baixos níveis no setor leste do Pacífico Equatorial, podendo evoluir para uma condição de La Niña até o final do ano corrente”, considerou Bristot.

Balanço

O primeiro quadrimestre de 2020 registrou a ocorrência de bons volumes e boa distribuição das chuvas no RN, o que beneficiou o reabastecimento das reservas hídricas do estado e o aumento da área territorial sem o fenômeno natural da seca, segundo a Emparn.

A média das chuvas observadas no estado em janeiro foi de 100,7 (mm), fevereiro com 110,9 mm, março com 204,7 mm e abril com 154,6mm.