Por Kleber Tomaz, Danutta Rodrigues, Alan Tiago Alves e Renato Ferezim, G1 SP, G1 BA e Fantástico — A Justiça da Bahia avalia se solta o assassino que matou a tiros três pessoas e feriu outras cinco durante um filme no cinema de um shopping em 1999 em São Paulo.
Ele deverá passar por um terceiro exame psiquiátrico para saber se poderá deixar o Hospital de Custódia e Tratamento, onde está internado há quase dez anos em Salvador. Lá, o assassino cumpre medida de segurança restritiva de liberdade para tratamento contra esquizofrenia, tomando remédios controlados. Antes de a doença mental ter sido confirmada por laudos médicos, o assassino cumpria pena de prisão na capital baiana pelo crime cometido há 20 anos em São Paulo.
Dois exames anteriores foram favoráveis à desinternação dele, mas o Ministério Público (MP) da Bahia quer que o assassino passe por mais testes psiquiátricos para saber se ele não oferece riscos caso venha a sair do hospital.
O MP, no entanto, é contra a saída imediata do assassino. Entende que ela tem de ser gradativa pois isso “pode ter consequências graves para si, para sua família e para a sociedade”. Já a defesa alega que seu cliente pode deixar o hospital e continuar o tratamento em casa com a família.
Não há confirmação se os novos exames foram realizados. Os resultados deles deverão ajudar a Justiça a decidir se aceita ou o não o pedido de desinternação do assassino feito pelo seu advogado. A defesa alega que ele não cometerá mais crimes se for solto.
que possa ser desinternado” são algumas argumentações do relatório psiquiátrico que o hospital fez em 2018. Outro exame deste ano também foi favorável a soltar o assassino.
Questionado se o assassino tem condições de voltar a conviver em sociedade, o advogado dele, Vivaldo do Amaral Adães, respondeu: “Eu tenho certeza. E desde já. É por isso que nós pedimos a desinternação dele e estamos aguardando que a Justiça se manifeste”.
Indagado se o assassino voltaria a matar após ser solto, Vivaldo foi taxativo: “Não, eu não acredito. Não existe nenhuma possibilidade de isso acontecer. [Ele] está bem, [ele] está estabilizado, tomando os remédios, sendo acompanhado, tendo uma vida normal”, comentou. “E eu tenho certeza que, ao sair, [ele] voltará a ter uma vida normalíssima, estudando, trabalhando, convivendo com seus familiares, com seus amigos”.


