Ricardo Oliveira marcou dois gols na vitória por 3 a 2 — Foto: Denis Dias/Gazeta Press

O enredo parecia diferente: 3 a 0 marcados com alguma rapidez. Mas é o Atlético. É o Atlético do sofrimento, das classificações heroicas no último minuto com o goleiro defendendo a bola com o pé esquerdo, dos jogos para cardíacos. Então, se é esse Atlético, a classificação para a próxima fase da pré-Libertadores, diante do Danúbio, na noite desta terça-feira, no Independência, não seria fácil e, de fato, não foi, com o placar final em 3 a 2.

O Galo abriu o placar aos 14 minutos. Dez minutos depois já tinha marcado mais um e depois de instantes outro. O volume atleticano era incrível. Muita intensidade. O Danúbio, todavia, não sentiu a pressão do jogo. Organizou-se em campo e buscou um gol ainda no primeiro tempo. No segundo tempo, pressionou o Galo em sua própria casa e marcou outro. A tensão ficou clara no Independência, mas a classificação chegou.

A árdua classificação não pode esconder as claras falhas atleticanas na segunda fase da pré-Libertadores. As críticas dos torcedores devem ser ouvidas e Patric, que já não conta com prestígio, não podem passar em vão. Os erros em posicionamentos de Elias também precisam ser ressaltados e a inatividade de Chará deve ser levada em consideração.

O Atlético (MG) espera agora o resultado de Defensor e Barcelona Guayaquil, em dia e horário a serem revelados.