Religiosos criticaram a disseminação de notícias falsas por parte de correligionários que apoiam Jair Bolsonaro (Foto: Ricardo Stuckert)

Fernando Haddad, candidato à presidência pelo PT, reuniu-se com líderes evangélicos nesta quarta-feira (17), em São Paulo. A reunião contou com a participação de integrantes das igrejas Assembleia de Deus, Metodista e Batista, entre outras congregações.

O presidenciável divulgou uma carta direcionada aos evangélicos, alertando que a campanha de Jair Bolsonaro contra sua candidatura é baseada em mentiras e especulações espalhadas pelo WhatsApp. No texto, Haddad ainda afirmou que, desde as eleições de 1989, o medo e a mentira são semeados entre o povo cristão contra candidatos do PT.

A justiça social e a defesa da liberdade religiosa foram dois pontos centrais defendidos por Haddad.

“Nós nunca tivemos uma campanha tão dura, não apenas do ponto de vista do ambiente político, mas do ponto de vista das armas que estão sendo usadas para ganhar voto, e, que, na minha opinião, traz desesperança para as pessoas, ao invés de esperança”, disse o candidato.

“Em um país tão desigual quanto o Brasil, o único projeto que concebo é um projeto que garanta a mais ampla liberdade para as pessoas, em todos os âmbitos. Liberdade de se expressar, de se organizar, de abraçar uma religião. Liberdade de dizer o que pensar, de ser convencido e de convencer. E de outro lado, complementar a esse, tentar a todo custo, por todas as ações, individuais e institucionais, superar as enormes desigualdades que marcam nosso país”, completou Haddad.

O petista falou sobre a influência religiosa de seu avô e os valores cristãos enraizados em sua família, e ressaltou o papel das diversas religiões na sociedade. “O Estado não pode ser propriedade de uma religião, tem que abraçar a todas. Muitas vezes as pessoas confundem a expressão Estado Laico. O Estado Laico não é o que vira as costas para as religiões, mas sim o Estado que reconhece todas as crenças e que oferece oportunidade para a pregação, que é importante em qualquer sociedade”.

Fake news

A disseminação de notícias falsas relacionadas a Haddad também foram criticadas pelos líderes religiosos. O pastor Ariovaldo Ramos, por exemplo, argumentou que a religião evangélica não deve ser conivente com mentiras.