Secretários Wallber Virgolino e Caio Bezerra participaram de coletiva em Natal (Foto: Elias Medeiros/G1)

Do G1/RN – O Governo do Rio Grande do Norte identificou pelo menos seis líderes da rebelião na Penitenciária Estadual de Alcaçuz que durou cerca de 14 horas e deixou mortos. De acordo com a Secretaria de Justiça e Cidadania (SEJUC), o governo vai pedir a transferências dos líderes para presídios federais. Outros detentos devem ser transferidos ainda neste domingo (15) para outras unidades prisionais do Estado.

O titular da SEJUC, Wallber Virgolino, informou confirmou que os presos do pavilhão 5 invadiram o pavilhão 4. “É impossível evitar mortes quando eles querem. O pavilhão 4 tinha entre 150 e 200 presos. Não sabemos ainda precisar quantos morreram”, disse. Até a publicação desta reportagem, a polícia já havia entrado nos pavilhões 1, 2 e 3 e se preparava para entrar nos pavilhões 4 e 5 onde a situação  já estava controlada.

Segundo ele, um trabalho de contenção realizado por agentes penitenciários com o uso de bombas de efeito moral evitou a entrada dos rebelados no pavilhão 1. “Em termos de número de mortes essa é a maior rebelião da história do Rio Grande do Norte”, disse.

Ainda de acordo com o secretário, a rebelião no Rio Grande do Norte não tem relação confirmada com os motins no Amazonas e em Roraima. “Não há confirmação de relação, mas com certeza as rebeliões naqueles presídios incentivaram o que aconteceu aqui”, disse Virgolino.

O Governo montou um ambulatório na penitenciária para atender os presos com ferimentos mais leves. Os feridos com maior gravidade foram levados de ambulância e escoltados para o Hospital Walfredo Gurgel. CLIQUE AQUI para ler a matéria completa do G1 RN.