Empresário Luiz Roberto Barcelos, da Agrícola Famosa, pode ser um dos candidatos ao Senado em 2018 (Foto: José Aldenir/Agora Imagens)

Do Portal Agora RN – As definições para candidatos às eleições de outubro ainda seguem nebulosas, mas já cresce no Rio Grande do Norte uma corrente de pessoas avessas à atual elite política brasileira – sejam empresários de vários setores da economia – que planejam se projetar às urnas com propostas de economia mais liberal, melhoria da eficiência e de independência do poder estatal.

O início de 2018 está terreno fértil para “apolíticos” dispostos a concorrer aos cargos no legislativo e executivo. Os chamados “outsiders” (forasteiros, em bom português) já estão se preparando para o período eletivo de outubro. Eles se “cansaram” de esperar dos atuais representantes políticos, sejam por ações de melhoria para o setor produtivo ou mesmo de medidas interesse da população.

Um dos novos nomes deste fenômeno é o empresário Luiz Roberto Barcelos, da Agrícola Famosa, um dos maiores nomes da fruticultura irrigada no país. Ele afirma que os empresários foram deixados de fora da política por muito tempo. “A política tradicional é responsável pelas atuais mazelas do país, como o forte desequilíbrio fiscal e os inúmeros casos de corrupção ocorridos nos últimos anos. Os empresários acreditam no país e querem mudanças. Não podemos ficar de braços cruzados”, reforça.

Ele acredita que os novos atores da política podem trazer novas ideias para a gestão pública. “Estamos vendo que o Estado interfere cada vez mais nas vidas das pessoas, mas se esquece de premissas básica, como saúde, educação e segurança. Podemos ter mais espaço, sim, na política. Além disso, podemos atuar no legislativo, que é onde são feitas as regras do país, para buscar novas medidas de gestão da máquina pública”, avalia.

Para Barcelos, cujo nome é cotado para a disputa do Senado, mas que ainda não tem filiação partidária, os representantes do setor produtivo podem garantir maior eficiência ao funcionamento da estrutura do Rio Grande do Norte. “Temos grandes histórias de contribuição para a economia potiguar. Mas, hoje, sofremos muito com as ingerências do estado. Chegou a hora de o empresariado participar da vida política brasileira e potiguar”, salienta.

Na opinião de Tião Couto, proprietário da EBS Perfurações, em Mossoró, que já participou da disputa para a prefeitura de Mossoró, isso em 2016, a classe empresarial “acordou tarde” para política. “Acredito que este ano os políticos não-profissionais estão fortes. A classe empresarial é especializada em uma gestão eficiente, e queremos levar isso para o poder público. O empresariado demorou muito a participar da vida política”, avalia.

Para ele, o setor produtivo pode ofertar mais eficiência e profissionalização da gestão. “Sabemos trabalhar com eficiência, buscando metas e resultados positivos. Além disso, o empresário traz credibilidade, pois vai facilitar a chegada de novos investidores. Não existe mais espaço para maus gestores”, alfineta.

Para este ano, ele diz que está avaliando cenários. No entanto, já se dispôs a participar da disputa de outubro. “Eu não acredito em político que só pensa em si ou na reeleição. Quero disputar, mas como bons nomes, seja para o legislativo ou executivo. Eu estou disposto a contribuir”, finaliza.