Por g1 RN — Uma operação do Ministério Público paulista e da Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta terça-feira (7) suspeitos de sequestrar um corretor de criptomoedas em fevereiro do ano passado após uma tentativa frustrada de “lavar” R$ 70,8 milhões.
A investigação, conduzida pelo 34º DP (Morumbi), apurou que o montante era parte de um furto de R$ 146 milhões contra o Banco Itaúe foi bloqueado por instituições financeiras, o que teria motivado a ação violenta do grupo.
Segundo o inquérito, a vítima foi abordada no Shopping Cidade Jardim, na Zona Sul da cidade de São Paulo, e levada para um sítio em Santa Isabel, na Grande São Paulo, onde sofreu agressões e ameaças.
Os criminosos simularam a venda de um site de apostas para justificar as transferências e coagiram o corretor a fornecer senhas bancárias e de seus aparelhos celulares. Relatos indicam que os suspeitos mencionaram ligações com a facção PCC.
Informações obtidas nos celulares apreendidos revelam o planejamento prévio do crime, incluindo mensagens sobre o monitoramento do corretor.
A polícia solicitou a prisão temporária dos envolvidos por 30 dias, classificando a medida como imprescindível para a segurança da vítima e continuidade das investigações.
Além das prisões e das buscas em endereços ligados aos suspeitos, foi pedida a quebra do sigilo de mensagens para identificar a estrutura completa da organização.


