TJ decreta prisão preventiva de ex-policial Wendel Lagartixa em investigação sobre triplo homicídio no RN

Wendel Lagartixa deve permanecer preso até o julgamento do caso, que ainda não tem data para acontecer — Foto: Divulgação
Wendel Lagartixa deve permanecer preso até o julgamento do caso, que ainda não tem data para acontecer — Foto: Divulgação

Por g1 RN — O ex-policial militar Wendel Fagner Cortez de Almeida, conhecido como Wendel Lagartixa, teve sua prisão preventiva decretada pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) nesta quinta-feira (11).

A decisão é da Câmara Criminal do órgão, que deu provimento ao recurso do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) no âmbito da Operação Aqueronte, que apura um triplo homicídio, ocorrido na Redinha, Zona Norte de Natal, em 2022.

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A investigação também apura um segundo crime de tentativa de homicídio. Ambos os casos estão com instrução encerrada na vara do Júri em Natal.

Os desembargadores acataram a argumentação do Ministério Público de que as medidas cautelares para que a prisão preventiva não fosse declarada eram, atualmente, insuficientes.

Um ponto que pesou para a decisão foi o fato do policial reformado ter sido flagrado com uma arma irregular enquanto passava pelo estado da Bahia no último mês de maio.

O cenário reforçou os argumentos da promotoria de que Wendel Lagartixa representa risco à ordem pública. A decisão pela prisão preventiva ocorreu de forma unânime na Câmara Criminal do TJRN

Wendel Lagartixa deve permanecer preso até o julgamento do caso, que ainda não tem data para acontecer.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, as vítimas do triplo homicídio foram mortas a tiros em um bar no bairro da Redinha, em Natal. O crime ocorreu em abril de 2022. Os acusados – um policial militar da ativa, dois ex-policiais militares e um quarto indivíduo – são apontados como membros de grupo de extermínio. Eles ainda teriam tentado assassinar mais três outros homens que estavam no local. Duas das vítimas – um ajudante de cozinha e um servente de pedreiro – teriam sido executadas como “queima de arquivo” por terem testemunhado uma terceira execução.

Em 2013, Wendel Lagartixa também foi preso em operação da Polícia Federal, acusado de participar de um grupo de extermínio e estar envolvido em outra investigação da PF.