Empossado após ser menos votado, reitor da UFPB diz que espera que resultado de nova eleição seja respeitado

Valdiney Gouveia, reitor da UFPB, em entrevista à CBN João Pessoa — Foto: Felipe Nunes / CBN João Pessoa
Valdiney Gouveia, reitor da UFPB, em entrevista à CBN João Pessoa — Foto: Felipe Nunes / CBN João PessoaTerezinha e Mônica ficam em primeiro lugar na consulta pública da UFPB — Foto: Chapa 1/Divulgação

Por g1 PB — Após ser empossado mesmo sendo o menos votado na eleição para reitor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) em 2020, o professor Valdiney Veloso Gouveia disse que espera que o resultado da última consulta pública para reitoria, que aconteceu neste ano, seja respeitado. A declaração foi feita durante uma entrevista concedida à emissora de rádio CNB João Pessoa.

“Eu espero que se mantenha essa escolha da comunidade no Conselho Superior (da universidade)”, reforçou.

Em 2020, Valdiney Gouveia, que concorria ao lado da professora Rita de Cássia Pereira, ficou na terceira e última colocação com 6,67% dos votos.

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Na transmissão do cargo há quatro anos, Valdiney foi recebido por manifestantes, que fizeram um protesto com cartazes e palavras de ordem. Além disso, foi atingido por ovos arremessados por pessoas que estavam na manifestação. Relembre no vídeo abaixo:

A nomeação, na época, foi recebida com desagrado pela comunidade acadêmica. Manifestantes fizeram uma ocupação na Reitoria e permanecem no local mesmo com uma decisão judicial de reintegração de posse.

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O grupo também chegou a fazer uma posse simbólica da professora mais votada, Terezinha Domiciano.

As professoras Terezinha Domiciano e Mônica Nóbrega também foram as mais votadas na consulta pública deste ano. Valdiney relevou que ainda não foi procurado por elas para iniciar o processo de transição do cargo.

Por outro lado, ele se disponibilizou para auxiliar, junto com toda a equipe, nesse processo.

“Durante os debates eu disse que quem quer que fosse eleito teria nosso apoio total. Estamos de portas abertas para receber. E queremos ficar a maior parte do tempo possível lado a lado para fazer a melhor transição. Nossa universidade é maior do que qualquer pessoa individualmente”, confirmou.

Outro assunto comentado por Valdiney foi o encontro entre reitores com o presidente Luiz Inácio Lula das Silva, que aconteceu na última segunda-feira (10), onde foram anunciados investimentos para as universidades federais.

“A proposta do governo é positiva, mas não é suficiente. Não chega R$ 7 milhões pra cada universidade. Não recompõe o valor corrigido do orçamento do ano passado”, pontuou.

O reitor também disse que acredita na greve de professores e servidores técnico-administrativos como um movimento legítimo, mas inadequado no momento.

“Motivo há para seguir em greve. Temos salário defasado em cerca de 40%, mas não acho oportuna a greve nesse momento, concluiu”.

Os técnico-administrativos da UFPB estão em greve desde o dia 11 de março. Já os professores da instituição, paralisaram as atividades em 3 de junho.