Pedra com som de sino, memorial do cuscuz e mais: descubra curiosidades sobre a Paraíba

Vestígios em pedra na Paraíba — Foto: Reprodução/TV Globo
Vestígios em pedra na Paraíba — Foto: Reprodução/TV GloboPedra do capacete na Paraíba — Foto: Reprodução/TV GloboDona Lia e a pedra que usa para moer o milho para fazer o cuscuz — Foto: Reprodução/TV GloboRéplica da cama de Zabé da Loca — Foto: Reprodução/TV GloboZabé da Loca — Foto: Reprodução/TV GloboDona Neivinha e Seu Tota — Foto: Reprodução/TV Globo

Por g1 PB — O Globo Repórter desta sexta-feira (7) percorreu uma jornada pelas terras da Paraíba. O programa explorou paisagens e histórias cativantes do estado. Saiba mais abaixo:

A viagem começou pelo caminho das pedras, rumo ao Lajedo do Pai Mateus.

Durante o percurso de 5 km, foram feitas algumas paradas, como na Pedra do Pedido e do Agradecimento, naPedra do Sino, que emite som parecido com sino de igrejas, e na Pedra do Capacete, sendo esta última uma antiga morada indígena. Essas pedras levaram entre 16 e 20 milhões de anos para chegar à forma que têm hoje.

O último ponto foi na pedra Casa do Pai Mateus. O nome que batiza o local remete à figura do curandeiro do século 18.

Nas paredes, é possível ver vestígios dos povos que moraram ali, como pequenas mãos pintadas nas paredes (veja na imagem abaixo).

Gerson é nascido na região e guia há 20 anos. Ele destaca o silêncio como uma das principais características do local:

Em Ingá, o Globo Repórter conheceu uma outra pedra: a Pedra da Maria Auxiliadora da Silva, onde ela mói o milho para fazer cuscuz. A história da cozinheira já virou até cordel e revela sua determinação em sustentar seis filhos com um marido ausente.

Um memorial do cuscuz e tapioca é seu empreendimento. No local, que funciona no quintal de sua casa, Maria compartilha sua história e da sua família, além de gastronomia.

A história de Zabé da Loca, uma figura lendária no Cariri paraibano, é lembrada em um pequeno museu feito em homenagem a ela. Zabé, que faria 100 anos em 2024, viveu em uma loca – que seria uma gruta. O lugar muito simples é conservado com carinho pela Josivane Caiano, que mantém uma réplica da cama que Zabé dormia em um colchão de Junco (veja na imagem abaixo).

Zabé aprendeu a tocar pífano – um tipo de flauta da tradição nordestina, quando o instrumento era exclusivamente masculino, e viajou pelo Brasil se apresentando. Josi foi com ela e conheceu muitos lugares. Para isso, precisou aprender a ler e escrever aos 27 anos.

Em Itabaiana, durante uma feira animada, a equipe conheceu as famosas panelas pretas da cidade. O Globo Repórter conversou com o artista por trás dessas belezas feitas de barro, o Antônio Teixeira, Seu Tota. Suas panelas são tão procuradas que até mesmo clientes internacionais encomendam as peças.

A técnica de tornar as panelas pretas é um segredo guardado por ele. Nem mesmo Maria das Neves Paiva, a Dona Neivinha sabe direito. “Só ele mesmo sabe contar a história dele que ele não conta”, ressaltou a artesã e administradora.

Os dois estão juntos há 50 anos. Segundo Neivinha, ela completa o trabalho do esposo com sua criatividade.

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