Pontes critica baixa qualidade da formação médica no país

Em discurso, à tribuna, senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP).
Waldemir Barreto/Agência Senado

Por Agência Senado — O senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) manifestou preocupação com a qualidade da saúde no Brasil. Em pronunciamento na terça-feira (4), o senador destacou o crescimento do número de cursos medicina no Brasil que, segundo ele, não atendem às expectativas da população.

— O Brasil tem 389 cursos de medicina, o que nos coloca apenas abaixo da Índia em número de cursos da área. Isso seria um dado muito bom se a qualidade dos médicos formados nessas escolas fosse uma qualidade muito boa, mas esse não é o caso. A preocupação é com a qualidade desses médicos que estão sendo formados. Isso não é palavra minha, foi falado pelo Conselho Federal de Medicina, pela Associação Paulista de Medicina e assim por diante — disse.

Outro ponto destacado pelo senador foi a desigualdade na distribuição de médicos pelo país. Ele enfatizou que em algumas cidades, como Vitória, a densidade de médicos é alta, enquanto em outras, como Macapá, é menor. Pontes defendeu a criação de uma carreira estruturada para os profissionais, de forma a melhorar a distribuição.

Além disso, ele chamou a atenção para o Decreto 11.999 de 2024, que altera a composição do Conselho de Residência Médica. A norma aumenta a participação do governo e diminui a das entidades médicas.

— Um conselho para tratar de residência médica tem que ser habitado por médicos. Médicos são aqueles que entendem da profissão, não é para colocar ali uma pessoa que não entende da profissão. Então, essa é outra preocupação grande ao se tratar da residência. Aliás, muita escola de medicina não tem hospital para fazer as aulas. Como é que a pessoa vai aprender medicina sem ter um hospital? Vai aprender por correspondência? Isso não funciona dessa forma — alertou.