CPI ouve dirigentes da CBF sobre combate à manipulação de resultados

Mesa: 
presidente da CPIMJAE, senador Jorge Kajuru (PSB-GO); 
senador Eduardo Girão (Novo-CE); 
relator da CPIMJAE, senador Romário (PL-RJ).
Autor dos requerimentos para a audiência, Girão apontou denúncias de fraudes em 139 jogos em 2022 Roque de Sá/Agência Senado

Por Agência SenadoA CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas vai ouvir representantes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) na reunião marcada para quinta-feira (6), às 10h. Os convites atendem a requerimentos apresentados pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), vice-presidente da comissão de inquérito.

Deverão ser ouvidos Wilson Luiz Seneme, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF (REQ 39/2024), e Hélio Santos Menezes Junior, diretor de Governança e Conformidade da confederação (REQ 40/2024). Nos dois requerimentos, Girão repercute notícias sobre a ação de organizações criminosas em apostas esportivas e indaga sobre as medidas tomadas pela CBF para combater a manipulação de resultados.

“Essas fraudes que estão desencadeando investigações nos mais diversos estados, sendo que a mais conhecida é a Operação Penalidade Máxima sob a responsabilidade do Grupo Especializado de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do MP do Estado de Goiás. Em tempo, o Brasil foi o país com mais jogos suspeitos de manipulação de resultados no mundo em 2022, com 152 eventos esportivos (139 partidas de futebol) e com 109 em 2023”, acrescenta o senador.

A CPI das Apostas Esportivas foi criada em abril com o objetivo de investigar fatos relacionados às denúncias e suspeitas de manipulação de resultados no futebol brasileiro, envolvendo jogadores, dirigentes e empresas de apostas. A comissão é composta por 11 senadores titulares e 7 suplentes, com previsão de durar 180 dias e ser concluída até 21 de outubro. O senador Jorge Kajuru (PSB-GO) é o presidente da CPI e senador Romário (PL-RJ) é o relator.