Advogado que atropelou motoboy ao confundi-lo com assaltante é solto por decisão da Justiça da PB

Pedro Mário, advogado condenado a nove anos de prisão e solto pela Justiça após habeas corpus — Foto: TV Cabo Branco/Reprodução
Pedro Mário, advogado condenado a nove anos de prisão e solto pela Justiça após habeas corpus — Foto: TV Cabo Branco/ReproduçãoImagens de segurança flagraram atropelamento em Campina Grande — Foto: TV Cabo Branco/Reprodução

Por g1 PB — O advogado Pedro Mário Fernandes foi solto nesta quinta-feira (16) após o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) acatar o pedido de habeas corpus da defesa do acusado, que foi condenado a nove anos de prisão por tentativa de homicídio de um motoboy na cidade de Campina Grande, em março de 2023.

Pedro Mário Fernandes estava preso na Penitenciária Especial de Valentina, em João Pessoa, em caráter de prisão preventiva até que o processo fosse transitado em julgado, ou seja, tenha ido até a última instância e não possuir mais recurso possíveis.

O juiz João Batista Vasconcelos, que concedeu o habeas corpus ao advogado acusado, considerou que os motivos que a Justiça utilizou anteriormente para perpetrar a prisão preventiva foram genéricos e não consideraram corretamente o grau de periculosidade do acusado, gravidade do crime e possibilidade de fuga.

Apesar da liberação da prisão, foram colocadas algumas medidas cautelares para o advogado cumprir.

O g1 entrou em contato com o advogado que representa Pedro Mário Fernandes, que até a última atualização desta matéria não comentou sobre a nova decisão.

Em 3 de março de 2023, Pedro Mário estava em um bar na companhia de amigos, num estabelecimento comercial de Campina Grande localizado entre os bairros de José Pinheiro e Catolé. Em dado momento, dois homens chegaram ao local e anunciaram um assalto, roubando o próprio bar e também os clientes.

Quando os dois assaltantes fugiram numa moto, o advogado decidiu tentar segui-los em seu carro pelas ruas de Campina Grande. Mas ele acabou confundindo os personagens.

Isso porque, quando ele chegou ao bairro de Catolé, nas proximidades do Parque da Criança, avistou um motoboy e julgou erroneamente que se tratava de um dos ladrões. O advogado então colocou o carro em velocidade por cima do motoboy, que foi atropelado com violência. O motociclista ficou ferido, mas sobreviveu.

Testemunhas informaram à época que o advogado ainda desceu do carro gritando com a vítima caída no chão, exigindo a devolução de seus pertences, mas nunca foi provada nenhuma relação do motoboy com o assalto.