Homem é preso suspeito de participação em desaparecimento de travesti no Agreste da PB

Afrodite desapareceu na terça-feira (16), em Puxinanã — Foto: Reprodução/TV Paraíba
Afrodite desapareceu na terça-feira (16), em Puxinanã — Foto: Reprodução/TV Paraíba

Por g1 PB — Um homem foi alvo de prisão temporária, nesta quarta-feira (8), após uma operação que investiga o desaparecimento da travesti Afrodite, de 40 anos, no Agreste da Paraíba. A operação integrada, envolvendo a Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar, contou com mais de 50 policiais e cumpriu seis mandados de busca e apreensão domiciliar.

De acordo com a Polícia Civil, as apreensões aconteceram em seis casas entre Puxinanã e o distritito de São José da Mata, em Campina Grande. Foram apreendidos dois revólveres calibre 38, uma espingarda 32, balanças de precisão, substância semelhante ao Crack e a cocaína, e vários aparelhos telefônicos.

O delegado Danilo Orengo afirmou que uma das linhas de investigação para o desaparecimento é uma suposta dívida de Afrodite com o tráfico de drogas. Ainda segundo ele, a vítima foi presa em flagrante há três anos por envolvimento com o tráfico.

A Polícia Civil também solicitou o apoio da população da região para denunciar informações relacionadas ao desaparecimento, através do 190 e 197.

A família de Afrodite, de 40 anos, denunciou o desaparecimento da travesti, ocorrido no dia 17 de abril.

De acordo com familiares, na quarta-feira (17), uma amiga foi até a residência da mãe de Afrodite perguntando se ela estava no local, mas a travesti não estava lá. A família conta que a mesma amiga foi até a casa de Afrodite e contou para o irmão da travesti que pessoas teriam invadido a casa e levado ela.

Os familiares também disseram à TV Paraíba que encontraram a casa da desaparecida aberta e todos os documentos da travesti estavam no local. Os vizinhos também afirmam que não viram nada e não comentam o desaparecimento dela.

A Polícia Civil informou à TV Paraíba que a família procurou a polícia no dia seguinte ao desaparecimento, momento em que iniciaram a ouvir as pessoas que tinham conhecimento sobre o sumiço dela. Através do disque denúncia, as autoridades também receberam informações sobre o corpo, mas as denúncias não procediam.