Senado aprova voto de solidariedade a estudantes vítimas de racismo no DF

Bancada:
senadora Leila Barros (PDT-DF), em pronunciamento.
Pedido foi feito pela senadora Leila Barros, representante do Distrito Federal Waldemir Barreto/Agência Senado

Por Agência Senado — O Senado aprovou, na terça-feira (17), um voto de solidariedade aos alunos da Escola Franciscana Nossa Senhora de Fátima, vítimas de insultos raciais durante uma partida de futsal contra o Colégio Galois no último dia 3, em Brasília. Os estudantes do Galois teriam chamado atletas da equipe rival de “macaco”, “filhos da empregada” e “pobrinhos”.

A iniciativa partiu da senadora Leila Barros (PDT-DF), que apresentou um requerimento com esse objetivo. Para a senadora, a situação reforça a necessidade de as escolas implantarem programas e ações de combate ao racismo.

— Os jovens deveriam competir com o espírito de fair play, e não com insultos carregados de preconceito e desprezo. O episódio é inaceitável e deve servir como um sinal de alerta definitivo. A sociedade não pode continuar vacilando na educação dos nossos jovens. Quando o racismo entra em campo, a humanidade sai derrotada. Educar não é apenas ensinar a ler e contar, mas também a respeitar e valorizar a todos. É transmitir valores, como igualdade — defendeu. 

Leila alertou os senadores para possíveis falhas na abordagem do racismo dentro do ambiente escolar: 

— A denúncia de racismo indica possíveis falhas sistêmicas na abordagem do racismo dentro do ambiente escolar e, mais especificamente, na aplicação da Lei 10.639, que tornou obrigatório o ensino da história e da cultura afro-brasileira e africana em todas as escolas, sendo elas públicas ou particulares, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil — disse.

O senador Flávio Arns (PSB-PR) cobrou ações do Estado e do Colégio Galois. Também reforçou a importância de ensinar valores antirracistas aos jovens:

— Existe até um ditado popular que é de pequenino que se torce o pepino. O Conselho Tutelar, o Ministério Público e as famílias têm que ser chamados para darem as explicações do que aconteceu e da atitude que estão tomando, para o bem dos filhos, filhas dessas famílias — acrescentou.