A campanha busca alertar sobre o câncer infantojuvenil e tem durabilidade anual. — Foto: Reprodução

Há 26 anos, a Casa Durval Paiva desenvolve ações e projetos contribuindo para a qualidade de vida de crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer e doenças hematológicas crônicas, bem como, para os seus familiares. Neste sentido, sabendo-se que os índices de cura estão, diretamente, ligados ao diagnóstico precoce, durante o ano de 2022, a Casa Durval Paiva dará continuidade a “Campanha do Diagnóstico Precoce do Câncer Infantojuvenil”, como forma de trazer informações à população, sobre o reconhecimento dos principais sinais de alerta da doença.

Este ano, o mote da campanha é “Diagnóstico Precoce Salva Vidas”. A cada mês, a instituição vai promover um trabalho intenso de divulgação de sinais e sintomas de um tipo específico de câncer, entre os que mais acometem as crianças e os adolescentes.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a incidência da doença, praticamente, dobrou em trinta anos, atrelado ao crescimento populacional contínuo e o envelhecimento da população mundial, que potencializaram o impacto. Aliado a isso, suspeita por falta de informação das equipes da atenção básica, barreiras nos exames para precisão do diagnóstico, desarticulação da rede – demora entre o diagnóstico e o tratamento especializado -, bem como, registros imprecisos, fizeram com que a taxa de mortalidade do câncer infantojuvenil no país atingisse o dobro da verificada em países desenvolvidos, com uma média 43,4 mortes por milhão. Esse patamar permanece estagnado há 20 anos, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Desiderata.

“Houve um enorme progresso nas terapias contra o câncer infantil, contudo, a informação, o diagnóstico e o tratamento não podem parar, pois só assim podemos salvar mais vidas e fazer das nossas crianças e adolescentes, adultos curados e sem sequelas”, destaca Rilder Campos, presidente da Casa Durval Paiva.

Os principais tipos de neoplasias na infância são leucemia (câncer da medula óssea), tumores de sistema nervoso central e, em seguida, linfomas (tumores do sistema linfático). Ainda não existe um exame complementar específico, para o diagnóstico, assim, os pais, professores, médicos, dentistas e outros profissionais, que atendem crianças, devem estar alertas aos sinais.

Durante o mês de janeiro, a campanha da Casa Durval Paiva vai tratar sobre leucemia, o câncer da medula óssea e do sangue, que é o mais comum em crianças e adolescentes. A leucemia pode causar dores nos ossos e articulações, fadiga, fraqueza, sangramento, febre e perda de peso.

As chances de cura do câncer infantojuvenil são de até 80%, se for diagnosticado precocemente. Conheça outras ações e projetos desenvolvidos pela Casa em www.casadurvalpaiva.org.br ou nas redes sociais da instituição (@casadurvalpaiva).