Para Fátima, a comissão serviu de “palanque” para a oposição. — Foto: Reprodução/YouTube – Band RN

98 FM Natal com informações de Band Natal — A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), voltou a fazer críticas à CPI da Covid na Assembleia Legislativa – que, no fim dos trabalhos, pediu o indiciamento dela e do secretário Cipriano Maia (Saúde), entre outros agentes, por irregularidades em contratos firmados durante a pandemia. Para Fátima, a comissão serviu de “palanque” para a oposição e foi usada como peça de campanha para as eleições de 2022.

Em entrevista à Band RN, a governadora disparou especialmente contra os deputados estaduais Kelps Lima (Solidariedade), Gustavo Carvalho (PSDB) e Getúlio Rêgo (DEM) – que, por serem maioria, votaram e conseguiram o indiciamento dela. Na avaliação da governadora, esses três parlamentares “envergonham” a Assembleia.

“O relatório (final), ao pedir o indiciamento, não se sustenta do ponto de vista jurídico. A não ser do ponto de vista político. Palco, proselitismo, demagogia, fazer o jogo dos interesses do bolsonarismo no Estado… A justificativa do relatório é essa. Fazem isso de uma maneira irresponsável, assacando contra a honra e a reputação das pessoas. Isso me causa muita indignação”, afirmou a governadora.

Fátima disse “lamentar” que esse tenha sido o caminho adotado pela CPI. “Lamento que três parlamentares envergonhem o Parlamento do Rio Grande do Norte – pelo qual eu tenho muito respeito, já integrei aquele Parlamento – com atitude politiqueira, visando meramente interesses do ponto de vista eleitoral”, destacou.

A governadora potiguar disse, ainda, que está “tranquila” com o desenrolar das investigações. Para ela, a CPI só confirmou que não houve irregularidades em contratos firmados durante a gestão dela.

“Pautei a minha vida, ao longo de toda essa existência, pela honestidade, simplicidade, honradez. Minha vida é um livro aberto. Tenho uma vida limpa, pautada pela honestidade, simplicidade. Esse tipo de acusação leviana, irresponsável, não me atinge porque não tem credibilidade perante a maioria da população. Confiança, respeito, credibilidade não se compra na bodega, na prateleira de supermercado”, finalizou.

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