Segundo Bolsonaro, seu governo procurou compor com grupos para servir a todas as pessoas. — Foto: Reprodução/YouTube

Por Vítor Magalhães, O Povo — Após dois anos sem partido, o presidente Jair Bolsonaro (PL) oficializou nesta terça-feira, 30 de novembro (30/11), sua filiação ao Partido Liberal (PL). O evento ocorreu nesta manhã, no auditório do Complexo Brasil 21, em Brasília, espaço que comporta até 300 pessoas. Durante discurso, o presidente exaltou ministros e aliados e ressaltou que sua gestão e seus aliados “tiraram o Brasil da esquerda”.

Antes de discursar, o presidente pediu que o deputado federal Marcos Feliciano (PL-SP) fizesse uma oração. “Não estamos aqui lançando ninguém a cargo nenhum. É uma passagem para que possamos pleitear algo lá na frente. Estou me sentindo em casa”, afirmou Bolsonaro.

Segundo Bolsonaro, seu governo procurou compor com grupos para servir a todas as pessoas. “O Tarcísio (Infraestrutura) não é meu ministro, é ministro do Brasil. Deixar bem claro, eu e Valdemar (presidente do PL) não vamos decidir as coisas sozinhos, em grande parte, nossas decisões serão coletivas”, disse citando ministros e lideranças políticas próximas ao governo.

E seguiu: “Nós tiramos o Brasil da esquerda. Olha para onde estávamos indo, olha para onde foram outros países como Venezuela. Não queremos isso. Temos aqui um bem que defendemos que é a nossa liberdade (…) O Brasil estando bem, nós estaremos bem e não o contrário. Temos um exemplo que não queremos seguir na nossa Pátria. Quem anda pelo Brasil vê as cores verde e amarela predominando sobre o vermelho. Conseguimos fazer brotar no coração do brasileiro o sentimento de patriotismo”, disse.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que ainda faltava um nome que representasse o projeto do partido para o Brasil e que a filiação de Bolsonaro acrescentaria nesse contexto.

Estiveram presentes o presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL) e diversos ministros de governo e lideranças políticas como Ciro Nogueira (Casa Civil), Paulo Guedes (Economia) Onyx Lorenzoni, Flávia Arruda (Segov) e Fábio Faria (Comunicações), além dos filhos do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro.

O martelo da filiação de Bolsonaro foi batido no dia 8 de novembro. Marcado anteriormente para o dia 22, o evento de entrada de Bolsonaro ao PL chegou a ser adiado após insatisfações do presidente com uma aliança eleitoral em São Paulo. Na região, a sigla planejava caminhar ao lado do hoje vice-governador, Rodrigo Garcia (PSDB), candidato de João Doria para a sucessão no Palácio dos Bandeirantes.

Para viabilizar a filiação, a cúpula do PL realizou uma série de reuniões formais e informais. Depois de desistir do último evento de recepção a presidente, o dirigente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, ligou para membros da legenda para chamar para um jantar na sua casa, em Mogi das Cruzes (SP), no dia 14 de novembro.

Além do mandatário, o objetivo do PL é também atrair uma série de deputados bolsonaristas que ainda permanecem no PSL. Segundo interlocutores do Planalto, um dos motivos para o presidente decidir pelo PL é ter o controle, ao menos, de diretórios regionais e algumas indicações de candidatos para as eleições de 2022.