Crime ocorreu no Cruzeiro, onde a jovem de 18 anos acabou presa pela PMDF. Mãe viu toda a cena pela babá eletrônica — Foto: Reprodução

Por Metrópoles — Uma servidora pública de 33 anos passou por momentos de terror na segunda-feira (22/11) ao ver o filho de 5 meses ser sufocado pela babá de 18 anos.

A mulher estudava no quarto quando percebeu, pelas imagens da babá eletrônica, que o filho era sufocado pela cuidadora com uma manta.

“Ele estava deitado no sofá, e ela colocou o pano em cima da cara dele e apertou. Meu filho estava só resmungando, ele nem chora. Ela demonstrou cara de prazer enquanto sufocava meu filho. A hora que eu vi, eu fui pra sala e a peguei em flagrante. Na hora que ela tirou o pano da cara do meu filho, ele voltou a respirar”, disse a mulher.

Em seguida, a mãe revelou ao Metrópoles que pegou a criança no colo e se trancou no quarto com a cachorrinha da família. “Não falei que tinha visto nada, porque ela poderia fugir. Então, tive o sangue frio de colocar meu filho no quarto com minha cachorrinha para protegê-los”, explicou.

A mãe, então, liberou a babá mais cedo e checou as câmeras de segurança novamente para entregar o conteúdo à polícia.

“Quando eu vi as imagens de novo, eu entrei em choque. Tive certeza de que tinha acontecido mesmo. Se eu não tivesse chegado a tempo, eu não sei se daria tempo de ela parar de sufocar. Para mim, foi tentativa de homicídio. Meu filho poderia ter ficado com alguma sequela”, lamentou.

Currículo

A jovem de 18 anos trabalhava na casa da família desde sábado (20/11). A servidora a contratou depois de analisar um currículo cheio de boas experiências.

De acordo com o documento apresentado pela babá, ela teria sido monitora em duas escolas infantis do Cruzeiro e trabalhado como freelancer em eventos.

De acordo com a mãe da criança, as escolas que a jovem alega ter trabalhado como monitora são renomadas na região. A mãe ligou em uma das creches para confirmar o currículo antes de contratar a babá.

“A resposta foi que realmente tinha trabalhado uma pessoa com o nome dela lá, mas eles não tinham certeza se era ela. Então, eu contratei, mesmo assim. Pensei que nada de ruim poderia acontecer, já que eu estaria o tempo todo em casa”, contou a mãe.

O outro lado

À polícia a suspeita disse que era a segunda vez que trabalhava como babá para a família. Relatou que, em determinado momento, o pequeno teria golfado, ocasião em que ela pegou um pano para, supostamente, limpá-lo.

Ela alegou que, enquanto limpava a criança, a patroa foi até a sala, pegou o bebê e seguiu para o quarto. Alguns minutos depois, a mãe voltou à sala e disse que tinha ocorrido um problema no trabalho do marido e pediu que ela fosse embora.

Acrescentou que foi para casa e, depois, policiais militares foram até lá e a informaram sobre a acusação de maus-tratos.