Rosana não costuma levar celular para o trabalho e não conseguiu avisar ninguém que estava presa dentro do estabelecimento em SC — Foto: Redes Sociais/Reprodução

Por Carolina Fernandes e Bianca Bertoli, G1 SC — Uma mulher de 53 anos ficou 14 horas trancada por engano dentro da empresa onde trabalha em Blumenau, no Vale do Itajaí. A família dela chegou a fazer um boletim de ocorrência por desaparecimento. A mulher, Rosana Severino, havia ido ao banheiro na empresa, mas não conseguiu sair porque o estabelecimento foi fechado após o fim do expediente.

Rosana havia sido vista pela última vez perto das 15h de terça-feira (20) na empresa. Ela foi encontrada pela dona do local por volta das 5h desta quarta (21).

A Polícia Militar informou que realizou buscas para achar Rosana.

“Passou tudo pela nossa cabeça, menos o óbvio. Ninguém pensou em ir até a empresa. Parece piada, nem a gente acredita que isso aconteceu” disse a filha de Rosana, Talana da Silva.

Segundo os relatos de Rosana, ela ficou trancada após ir ao banheiro e não comunicar as colegas que estaria lá. Ela trabalha em uma pequena empresa que tem expediente até as 15h. Ela não costuma levar o celular ao trabalho.

De acordo com outra filha, Jessica Michel, o local não possuía telefone fixo. A família não informou onde a mulher dormiu durante o tempo que ficou presa.

Falta na fisioterapia

Naquele dia, Rosana deveria ter saído do trabalho e ido de ônibus até uma clínica de fisioterapia. Sem aparecer no local e sem outra informação sobre o paradeiro da mãe, as duas filhas que moram com ela se mobilizaram nas redes sociais. A família também visitou hospitais, o Instituto Geral de Perícias e outros pontos da cidade.

Segundo a PM, o boletim de ocorrência comunicando o desaparecimento foi registrado as 22h10.

Ida ao banheiro

De acordo com Talana, a mãe costuma sempre ir ao banheiro antes do expediente encerrar. Ela frequentemente avisa alguém, com medo de ficar presa na empresa. Na terça, porém, ela não alertou a chefe, que não percebeu que havia uma funcionária no interior do imóvel. A proprietária fechou o local e deixou Rosana para trás.

Após 14 horas, a chefe retornou ao local e ao abrir o estabelecimento de deparou com a funcionária. A mulher foi liberada e voltou para casa. Segundo as filhas, Rosana está bem e descansando.

“Parece que a encarregada até chorou ao ver minha mãe. A gente se sente culpado, mas é algo que pode acontecer. Fica de exemplo para outras empresas menores”, concluiu a filha.