Maio começa com chuva em todas as regiões do Estado, diz EMPARN. — Foto: Reprodução

Por Igor Jácome e Iara Nóbrega, G1 RN e Inter TV Costa Branca — Fortes chuvas que caíram nos últimos dias provocaram sangria de reservatórios de águas e encheram rios, para alegria do sertanejo no Rio Grande do Norte. No Oeste potiguar, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) registrou um acumulado de 120 milímetros em Apodi, 111 mm em Jucurutu e 93 mm em Patu, nos últimos quatro dias.

Açudes de Itaú, Encanto, Campo Grande, Patu, Apodi e Rodolfo Fernandes derramaram água, a maioria na manhã desta quarta-feira (5). As imagens das cachoeiras do Caripina e do Roncador, em Felipe Guerra, também foram compartilhadas pelos moradores da região.

Natal e outras cidades do litoral também receberam bons volumes de chuva desde o fim de semana. Um dos pontos de monitoramento da capital chegou a registrar 70 mm em 96 horas.

Segundo o setor de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) o mês de maio começou com chuvas em todas as regiões do estado, com maior concentração na região de Mossoró, Vale do Assú e Médio Oeste.

De acordo com recente reunião com representantes de diversos órgãos do setor de meteorologia de estados como Paraíba, Bahia, Alagoas, Pernambuco e do Distrito Federal, os especialistas concluíram que a previsão para o próximo trimestre – maio, junho e julho de 2021- é de chuvas dentro da normalidade no Rio Grande do Norte.

“O acumulado previsto para próximo trimestre é de: 550 mm no Leste, 270 mm no Agreste, 140 mm na região Central e 180 mm no Oeste. Durante esses meses, poderão ocorrer eventos de chuvas intensas ao longo da faixa litorânea Leste devido à influência da região oceânica que está com as águas mais aquecidas do que o normal”, explicou o meteorologista da EMPARN, Gilmar Bristot.

Primeiros meses tiveram chuvas abaixo da média

De acordo com Gilmar, as previsões eram de mais chuvas para os primeiros quatro meses do ano, que registrou precipitações 30% abaixo do esperado, mas a esperada contribuição do fenômeno La Ninã, no oceano pacífico, não foi tão grande.

“Em termos de chuvas, esse ano nós tivemos uma distribuição muito irregular de chuvas no interior do estado. Todos os meses, de janeiro a abril, apresentaram chuvas abaixo do normal. Algumas regiões, em especial alto Oeste e Seridó, o comportamento das chuvas foi melhor, nós tivemos uma maior intensidade de chuvas e melhor distribuição ao longo dos meses. São as regiões que nós analisamos que a agricultura teve êxito. No geral, o estado como um todo, nós tivemos desvios negativos em todos os meses, em torno de 30% abaixo da média”, disse.