O neto dela informou que a família já constituiu advogado para ingressar com ação judicial contra o Governo da Paraíba. — Foto: Acervo Pessoal

A família da aposentada Maria França de Andrade, 76, tomou um susto ao ser informada que ela estava viva, um dia após enterrar o corpo de uma mulher como sendo o dela, identificado e entregue errado pelo HRWL (Hospital Regional Wenceslau Lopes), em Piancó (PB), onde ela estava internada se tratando de Covid-19.

O caso ocorreu no dia 29 de dezembro. A idosa recebeu alta médica na última segunda-feira (4) e se recupera em casa, no sítio Mufumbau, localizado na zona rural de Santa Cruz (PB), no sertão do estado.

O neto dela, Vigilio Cândido da Silva, informou que a família já constituiu advogado para ingressar com ação judicial contra o Governo da Paraíba pelo transtorno causado pelo hospital aos familiares. Silva contou que foi buscar o suposto corpo da avó no necrotério do hospital e que ele estava envolto de um plástico preto, lacrado e com o nome dela colado com uma fita adesiva.

“Devido ao protocolo seguido pelo hospital, não pude ver o rosto do corpo que identificaram como sendo o da minha avó. Já recebemos um saco, lacrado, mas o nome dela estava em cima identificado. Enterramos o corpo ainda na madrugada, seguindo a orientação que não podia ter velório por conta da covid-19. Quando disseram que minha avó estava viva, eu fiquei assustado porque só vi essas coisas na novela. Não é fácil passar por isso”, relata o neto de dona Maria.

No dia seguinte ao enterro, um filho de dona Maria recebeu a visita de uma equipe do HRWL em casa para informar que ela estava viva e estava bem, recuperando-se da doença, que tinha saído da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e estava em um leito de enfermaria.

Com informações de UOL